Resenha - Sampoerna Australian Surf (Via Funchal, São Paulo, 07/02/2001)

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Por Maurício Zanatta e Valéria Chaves
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Aconteceu no dia 07 de fevereiro no Via Funchal em São Paulo, mais um dos shows da turnê brasileira Sampoerna Australian Surf Music que traz quatro bandas australianas, dentre elas as duas bandas de maior ligação com o Brasil, Spy vs. Spy e GangGajang.
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A turnê de 12 shows que leva as bandas para as principais capitais brasileiras: Aracajú, Salvador, Guarapari, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre, além de apresentações nos municípios de Atlântida (RS), Guarujá (SP) e São Sebastião (SP), conta com dois shows grátis nas praias do Pepe (RJ) e de Maresias (SP).

Com o público paulista atrasado, totalizando apenas ¼ da capacidade do Via Funchal, o festival foi aberto às 22:10hs com o tema do filme 007 tocada pelo Spy vs. Spy ainda às escuras.

O Spy, que passou o último ano relançando coletâneas de seus sucessos e preparando um CD ao vivo, prepara o mercado para o triplo “DEMOlition”, que terá dois CDs de raridades e um ao vivo, gravado no Brasil.


Craig Bloxom, baixista, vocalista e líder do Spy, colocou em prática suas aulas de português com a platéia ao apresentar sucessos como “Hardtimes”, “Use Your Head”, “Credit Cards”, “All Over The World”, entre outras.

Com apenas três integrantes o Spy vs. Spy fez mais uma vez a sua música fluir pelas veias da galera do surf.

Ao final do show do Spy o público já havia dobrado e após 30 minutos de pausa, comum entre a apresentação de cada banda, veio o “The Chevelles”, uma banda sem muito sucesso no Brasil mas de grande sucesso na Austrália.

Apesar da força de vontade da música “pop-acelerada” da banda, que segue o mesmo estilo melódico do HoodooGurus, o público demonstrou claramente ser mais fiel às bandas que já conhece, não se animando muito com o show.


Com a pista já praticamente cheia, após outros 30 minutos de intervalo, veio a escuridão e deu-se início a uma viagem às raízes da tribo “Yolngu” da banda Yothu Yindi, que traduzido significa “Criança e Mãe”, e representa a aliança feita entre as tribos de aborígenes do nordeste da Austrália.

Ao som ritmado da “bilma”, que é um instrumento formado por duas madeiras de pequeno comprimento que é tocado a mais de 10.000 anos pelos aborígenes, conduzidas pelas mãos de Makuma Yunupingu, a platéia foi transportada para a comunidade tribal de aborígenes logo no início do show.

O acompanhamento gradual dos outros instrumentos da banda ao som da “bilma”, entre eles o “Yidaki”, que produz um som grave e contínuo, conduziram a uma entrada épica memorável à todos os presentes na platéia naquela noite.

Além da entrada, outros dois momentos ficarão gravados na memória dos presentes: a apresentação solo de Yomunu Yunupingu, tocando o “Yidaki” e o encerramento do show com o sucesso “Tribal Voice”, conduzido por Mandawuy Yunupingu, líder da banda.


O Sampoerna Australian Surf Music ainda sorteou duas pranchas Surface vermelhas no último intervalo do festival, antes da entrada da última banda.

A última apresentação da noite foi o GangGajang, outra banda que não se inibe ao demonstrar seu amor pelo público brasileiro e que também ensaia o português. Um cartaz com uma mulher de “top less” foi estendido ao som de “Garota de Ipanema” em homenagem às mulheres brasileiras. Como a recíproca não poderia deixar de ser verdadeira, camisas verde, amarela, azul e branca foram arremessadas aos integrantes da banda, que tocaram a maioria de seus grandes sucessos.

MAIS SAMPOERNA AUSTRALIAN SURF MUSIC NA INTERNET:
http://www.ganggajang.aust.com
http://www.ozwebart.com.au/spy
http://www.yothuyindi.com
http://www.chevelles.com

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