Análise: shows conjuntos ou festivais?
Por Jorge Felipe Coelho
Fonte: Rádio Catedral do Rock
Postado em 09 de março de 2020
No fim do ano passado foi anunciada uma turnê conjunta em que Mötley Crüe, Joan Jett, Poison e Def Leppard percorrerão os maiores estádios dos EUA em 2020. Green Day, Fall Out Boy e Weezer também já haviam somado forças oficializando uma ação do tipo.
Com a recente divulgação de um mega show conjunto a ser realizado por System of a Down, Faith No More e Korn no Bank of California Stadium, de Los Angeles, em maio, uma questão se coloca naturalmente para esse ano: shows conjuntos ou grandes festivais, o que se torna mais atrativo ao público?
Na última edição brasileira do Festival Rock in Rio tivemos, novamente, toda aquela discussão que se repete sobre formação do Line Up e público totalmente heterogêneo: Ivete Sangalo no mesmo dia que Bon Jovi, King Crimson no mesmo dia que Imagine Dragons e Muse, Whitesnake deslocado ao Palco Sunset enquanto o Weezer tocava no Palco Mundo... essas foram algumas polêmicas lançadas em 2019.
Vi especialistas relatando que o King Crimson, dinossauro do rock progressivo dos anos 60, foi propositalmente colocado ao lado de Imagine Dragons e Muse como uma estratégia do festival para capturar dois tipos de público: os papais seriam entretidos enquanto os filhos curtiriam as bandas do momento. Ao mesmo tempo, a proposta de mega shows parece ser bastante atraente, uma vez que o público consumidor de Mötley Crüe e Poison, Green Day e Weezer, ou mesmo System of a Down e Korn, por exemplo, é bastante parecido.
Tudo isso acontece no momento em que tivemos a perda de Neil Peart, maior ícone do Rush, Ozzy Osbourne tem grandes chances de se aposentar devido a problemas de saúde, o Kiss está em sua última turnê na carreira e o Iron Maiden é indagado, a todo instante, sobre quando irá encerrar as atividades. A percepção geral é a de que as super bandas capazes de lotar arenas sozinhas vão se tornar coisa do passado.
No Festival Lollapalooza Brasil, por exemplo, muitas vezes assistimos shows de bandas que não conhecemos e que não tocam em rádio tradicional, porém há um público grande prestigiando e cantando junto com tais grupos. De modo geral, eles conquistaram seu espaço e público com a facilidade e advento das redes sociais. Em tempos de nichos específicos, investir em um público segmentado tem se mostrado uma alternativa viável para driblar crises.
Observaremos essas turnês conjuntas nos EUA ao longo de 2020 e, com seu sucesso, penso que a tendência irá se fortalecer, com boas chances de a moda chegar por aqui. E você, o que acha mais atrativo: shows conjuntos ou grandes festivais?
Leia mais no Boletim do JF, disponível no link abaixo:
http://radiocatedraldorock.com/news-56-boletim-do-jf-02
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As 25 melhores bandas de todos os tempos, segundo a Classic Rock
Vocalista do Moonspell sobre tradução literária: "É mal pago, mas adoro"
Bangers Open Air divulga as primeiras atrações da edição 2027
Os 25 melhores discos de gothic metal de todos tempos, segundo a Louder
A origem de "Por Quem os Sinos Dobram", que une Raul Seixas e Metallica
Rodrigo Constantino toca clássico do Iron Maiden na bateria e ganha elogios
As bandas clássicas e nem tanto que estarão no novo game dos criadores do Guitar Hero
Edu Falaschi lança "MI'RAJ", capítulo final de sua trilogia conceitual
A opinião de Mike Portnoy sobre o primeiro show da nova baterista do Rush
Dia dos Namorados: 4 cantoras de Metal e Hard Rock e suas histórias de amor
Tarja Turunen lança "Frisson Noir", disco mais pesado da sua carreira solo
Show do Kiss deu origem a uma das maiores bandas da história do thrash metal
O político que iniciou a decadência do Rio de Janeiro, segundo Paulo Ricardo
Como foi o primeiro show do Nightwish, segundo Tuomas Holopainen
Anika Nilles conta como aprendeu partes de Neil Peart para turnê com o Rush
Os 100 melhores álbuns dos anos 1980 segundo a Classic Rock
System of a Down: por que Serj Tankian não joga mais nenhum vídeo game?
Por que Roger do Ultraje a Rigor se recusou a pedir desculpa no Faustão por caso de 1987


As emoções que uma música desperta merecem mais atenção que qualquer crítico ou "influencer"
As bandas de heavy metal nem sempre farão a mesma coisa (e isso não é ruim)
Megadeth, Pepeu Gomes e a mania do internauta achar que sabe de tudo
O problema não é usar celular em shows, mas sim fiscalizar os outros
Lobão: a defesa do roqueiro solitário
Preconceito: dificuldades de ser roqueiro em cidade do interior



