Rock in Rio: entre o caráter democrático e o comercial
Por Gabriel von Borell
Postado em 28 de setembro de 2013
A edição 2013 do maior festival de música do Brasil chegou para provar que a marca Rock in Rio está cada vez mais forte. O festival, que se encerrou no último domingo (22), foi sucesso absoluto de público e errou bem menos do que na edição de 2013, em termos de infraestrutura e atendimento ao público. A organização também deu um considerável salto de qualidade e na maioria das vezes houve respeito com relação ao cronograma de horários e apresentações. Ainda sobre o balanço positivo, o som no Rock in Rio 2013 também foi outro ponto alto. Não houve, pelo menos no que pude constatar, nenhuma falha técnica em centenas de horas de música e ouvia-se com perfeição os diversos shows que aconteciam tanto no palco Mundo como no Sunset.
Por outro lado, a entrada no festival continua complicada. Tudo bem que estamos falando de um evento que recebeu quase 90 mil pessoas diariamente, mas fica o questionamento sobre como pensar uma maneira de ampliar as rotas de acesso e saída para o público no festival. A parte da revista em bolsas e mochilas também deixou a desejar. O controle beirava o ridículo e muita gente conseguia entrar com items que, a princípio, seriam proibidas, e até ilegais. Já a questão da cerveja foi um ponto negativo extra. Quem curtia os shows na pista só conseguia comprar água ou refrigerante. E os beberrões de plantão como ficavam? O jeito era esperar as apresentações terminarem para matar a sede de álcool.
Line-up polêmico
Novamente trazendo sete dias de festival e buscando atingir o mais variado público, a velha discussão sobre a seleção de bandas e artistas no Rock in Rio mais uma vez se fez presente. Seria o Rock in Rio um festival democrático ou um evento essencialmente focado no lado comercial, lucrativo e marqueteiro? Ou tudo junto? A verdade é que desde a sua primeira edição o festival carioca cria misturas improváveis no universo da música e trabalha com diferentes vertentes artísticas. Muito criticado por sua 'diversidade musical', o Rock in Rio é quem acaba ganhando com isso. Talvez o importante realmente seja focar naquilo que te agrada musicalmente porque, independente de qualquer gosto, o Rock in Rio sempre traz apresentações incríveis.
O que foi o show apoteótico do Metallica mais uma vez (a banda liderada por James Hetfield também havia balançado as estruturas da Cidade do Rock em 2011)? Ou a impressionante vitalidade no palco de Bruce Springsteen enlouquecendo os fãs com mais de três horas de apresentação? Destaques ainda para a estreia de John Mayer no Rio de Janeiro, mostrando que o músico não é apenas um excelente cantor mas também um excepcional guitarrista, Bon Jovi, que ainda manda muito bem e, além de tudo, deu um show de simpatia (com direito até à carícias trocadas com uma fã durante "Who Says You Can't Go Home"), e, claro, Iron Maiden, com seus clássicos que nunca cansam de nos tirar o folêgo.
Enquanto isso, outras atrações como Ghost B. C., Alicia Keys, Avenged Sevenfold e Jessie J pareceram não ter agradado a maior parte do público. Mas o respeito ao trabalho de todos os artistas, que certamente trabalham duro para agradar seus fãs, deve vir em primeiro lugar. Agora é esperar o anúncio sobre as atrações que virão ao Rio de Janeiro daqui a dois anos. E aí, qual seria o seu palpite?
Rock In Rio 2013
Coloque WHIPLASH.NET entre suas fontes favoritas do Google
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As bandas de metal que Hetfield não compreende; "Como diabos conseguem lembrar das músicas?"
O melhor álbum de rock progressivo de cada ano dos anos 1970, segundo a Loudwire
A música do Led Zeppelin que melhor define Robert Plant, segundo Jimmy Page
Por que Lemmy Kilmister não gostava de "Ace of Spades", música mais famosa do Motörhead
O álbum dos anos setenta que Slash disse ter marcado "o fim do rock como nós conhecíamos"
Seis anos após último show com o Aerosmith, baterista Joey Kramer reaparece
Brasil de fora da tour de despedida do Rhapsody, mas Epica promete "celebração especial"
O melhor disco dos anos 80, segundo a Classic Rock
A melhor música já escrita em todos os tempos, segundo Bob Dylan e Billy Joel
Silenoz diz que ex-membros "pegaram carona" no nome do Dimmu Borgir
Os 10 melhores discos de heavy metal dos anos 2000, em lista da Louder
Bruce Dickinson lamenta ter perdido "metade da vida" dos filhos
O "absurdo" que atribuem ao Led Zeppelin, na opinião de Paul Stanley
Roberta Medina fala sobre cobrança por mais rock no Rock in Rio
Jorn Lande aparece cantando na CazéTV e narrador brinca: "É o Ovelha norueguês!"
O desafio que Cazuza fez Paulo Ricardo cumprir para provar que não tinha medo de sua AIDS
As atitudes do metaleiro que impedem estilo de crescer, segundo influencer Raphael Casotto
O guitarrista que foi chamado para os Stones por Mick Jagger mas rejeitado por Keith Richards

Ghost BC: A Missa Negra estava cheia de ateus no Rock in Rio
Paul Di'Anno: aparição surpresa no Rock in Rio com Kiara Rocks
Quando o Guns N' Roses conquistou o Brasil: os históricos shows do RIR que mudaram tudo
Steve Harris conta o que Brian May disse sobre o show do Iron Maiden no Rock in Rio I
Pearl Jam e Live negociaram com o Rock in Rio, revela Ed Kowalczyk
Metaleiro: popularizado no 1º RIR, termo continua polêmico



