Os Suprassumos dos superestimados leitores do Whiplash

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Por Luiz Carlos Barata Cichetto
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A nota a seguir foi escrita por Luiz Carlos Barata Cichetto, sobre a repercussão de duas matérias assinadas por ele e publicadas nas últimas semanas no site Whiplash.Net. Recomendamos a leitura.

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Confesso que superestimei os leitores do Whiplash.Net. Quando elaborei e publiquei minhas listas de superestimados da música, claro que sabia que muita gente iria discordar, retrucar, espernear. Mas, sempre tive comigo que roqueiros são pessoas bem informadas, que tem um certo nível cultural e portanto reagiriam ao texto. Mas não da forma como aconteceu. Quando da publicação da primeira lista, com nomes brasileiros, comecei a responder um a um os comentários postados, no intuito de ser participativo, interativo. Tenho por conduta dar uma resposta de acordo com o tom da pergunta e, portanto, aqueles que reagiram com humor foram tratados com humor, os que retrucaram com inteligência, mesmo discordando, também assim foram tratados. Mas os que partiram para a ofensa pessoal, esses também tiveram suas respostas à altura. Enfim, não agredi sem antes ser agredido.

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O tom do meu texto era apaixonado, como todos os meus textos o são. Não sou repórter, portanto meu objetivo não é o de apenas noticiar fatos, mas sim de posse deles e da minha sensibilidade a eles, interpretá-los, juntando a isso minha experiência com relação a esses fatos. Quase que integramente, os artistas citados eu escutei durante décadas, tinha muitos discos, fui a shows e etc. Muitos fizeram parte da minha adolescência e alguns fazem parte do meu cotidiano até os dias de hoje. Escuto ou escutei esses artistas durante cerca de quarenta anos, comprei discos e em determinados momentos também os coloquei na posição de gênios. Tenho, portanto, uma base de informação musical que, estou certo a imensa maioria deles não tem. Não fui criado escutando música em computador, cresci escutando bons discos de vinil. Minha informação musical não é restrita ao mundo da Internet, embora eu esteja dentro dela muito antes também de boa parte dos meus atacantes terem nascido. Aliás, escutei mais música que todos esses juntos, podem ter certeza. E em discos comprados com dinheiro do meu trabalho. Não conheço apenas duas ou três das mais conhecidas dos ídolos do Rock, escutadas em alguma rádio descolada, ou em MP3 baixado de graça na Internet.

Não sou dono de nenhuma verdade a não ser a minha. Não existem verdades coletivas. A única verdade é a pessoal. E foi essa verdade que expus em meus artigos, de forma veemente e clara. Não busquei nem abordei nenhum aspecto técnico musical por não ter tal conhecimento. E não era esse o ponto. O ponto principal, que pouquíssima gente entendeu, foi o de tentar mostrar às pessoas que mesmo ídolos cometem erros, que não são perfeitos. E que eu tenho o direito de não achar bom um cantor, um artista que é aclamado pela maioria. Todos têm esse direito. Um direito que todos têm sim, mas que a maioria prefere não usar, deixando que o senso comum prevaleça sobre o senso crítico, que a imposição dos donos do poder seja aceita como verdade. A verdade deles. Enfim, o mote principal dos meus textos é: não pense com a cabeça alheia, pense com a sua.

Mas o que realmente me deixou pasmo e indignado foi o tom empregado pelos que não concordaram comigo. Ataques pessoais, ofensas, palavrões, em sua imensa maioria com erros básicos de português, denotando que cultura e inteligência realmente não é seu forte. Chegaram ao ponto até de mandar e-mails, ligar para meu telefone com ofensas e ameaças e ofender o trabalho de um amigo e parceiro musical deixando mensagens ofensivas a quem não tem nada com a história. Como se, quando eu "ofendi" seus ídolos, estivesse ofendo pessoalmente a cada um deles. Se usei dados da vida pessoal dos artistas citados era no intuito de traçar um perfil dos mesmos, mostrando a incoerência entre a vida e o trabalho, que é, afinal de contas a obra de uma pessoa. Explicando melhor: uma pessoa não é boa, genial, fantástica apenas porque canta bem ou é bonito. Não é uma deidade porque escreve letras boas ou toca bem um instrumento, pois junto a tudo isso há de existir o seu próprio exemplo como pessoa. Se, por exemplo, eu me senti traído por John Lennon ao saber que ele pregava a pobreza e vivia na riqueza é porque um "idolo" tem que ter responsabilidade para com seus seguidores. O fato é que essas pessoas, que pedem respeito a seus ídolos, agem da mesmíssima forma que todos os fanáticos religiosos por seus deuses e dogmas. E queimam em fogueiras burras aqueles que dizem que o rei está nu. E enfim, eu tenho sim, o direito de berrar minhas verdades num espaço que me foi colocado a disposição por seu dono, como é o caso do Whiplash. Não quer saber? É simples, não clique, não leia. Ou se o fizer e não concordar diga isso, mas não ofendendo pessoalmente a quem não o fez.

Uma anotação final: as pessoas, a maioria desses que me ofenderam no Whiplash, reclama que não acontece nada de novo dentro do Rock, mas publiquei inúmeros artigos falando e mostrando o trabalho de bandas e artistas desconhecidos com ótimos trabalhos e a audiência e os comentários foram praticamente nulos. Conheço músicos com trabalhos de décadas nas costas que sequer são lembrados ou reconhecidos. Seus shows, os poucos que conseguem, estão sempre vazios, enquanto essas pessoas, - são as mesmas não tenho duvida - pagam fortunas para assistir apresentações desses monstros sagrados que tanto eles defendem. E que deles se alimentam.

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Realmente superestimei a inteligência dos leitores do Whiplash e quebrei a cara. E a conclusão: o Rock como espírito e atitude não errou. Está morto! Os fanáticos o mataram. Pobre Rock, que em sua origem pressupunha exatamente o oposto. Descanse em Paz, meu velho!

E quem sabe eu não faça mais uma lista: a dos 1.111 Suprassumos dos Superestimados leitores do Whiplash.




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Sobre Luiz Carlos Barata Cichetto

Sou Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal, do ano da Graça do nascimento de Madonna, Michael Jackson, Bruce Dickinson, Cazuza e Tim Burton. Sou poeta, escritor, produtor e apresentador de Webradio, produtor de eventos e procuro pagar as contas trabalhando com criação de sites. Crescí escutando Beatles, Black Sabbath, Pink Floyd e Led Zeppelin. Participei da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos, deixei de ser poeta e fui tentar ser homem, o que no entender de Bukowiski é bem mais difícil. Escrevo poemas desde que comecei a criar pêlos.... nas mãos. Trabalhei como office-boy, bancário, projetista de brinquedos e analista de qualidade. No final do século XX, acordei certo dia de sonhos intranquilos e, transformado em um ser kafkiano, criei um projeto cultural na Internet nos moldes dos antigos panfletos mimeográficos. Mesmo antes de meu processo de metamorfose, nunca deixei de cometer poemas, contos e crônicas. E embora tenha passado dos três dígitos o numero de textos escritos, nunca ganhei um prêmio literário. Fui apaixonado por Varda de Perdidos no Espaço, Janis Joplin, Grace Slick e Sonja Kristina; casei quatro vezes e tenho dois filhos, Raul e Ian. Atualmente sou também editor, costureiro e colador de livros, num projeto de editora artesanal.

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