Metal Open Air: a lição dolorosa que tiramos do festival

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Por Bruno Bruce, Fonte: RockPotiguar
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A realização de um sonho tem preço? Respondo que não! Todos que foram ao megalomaníaco M.O.A. «Metal Open Air», São Luis/MA, dias 20/21 e 22 de abril, apostavam suas fichas na real possibilidade de participar de um evento único, aplaudindo ídolos e confraternizando com a, sempre desprezada, comunidade headbanger. Exciter, Otep, Anthrax, U.D.O., Grave Digger, Venom, Obituary, Megadeth, dentre outras, num lugar onde a plateia fala português, estava confirmado. O sonho colidiu de frente com a pétrea realidade brasileira do amadorismo.

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Não fui ao M.O.A. por, pelo menos, um par de belas razões. A maior delas: fiquei velho! Cinismo & desconfiança universal são males necessários que vêm de brinde com a idade. O instinto de sobrevivência pela força bruta cede lugar a, menos exaustiva, reflexão. Se a perna é frágil, calcule cada passo com antecedência.

Enfrentar 12 horas de voo do RN ao MA, picotados em escalas, para, sabidamente, encontrar hotéis cheios e uma cidade-caldeira a abrigar um evento de escala internacional, conduzido por uma equipe sem histórico reconhecido na área, acendia meu nível máximo de velhice-que-antevê-o-caos! E piscou forte.

Com a proximidade do M.O.A., rumores de problemas transformavam-se em cancelamentos de bandas nacionais, de headliners além-mar, culminando com um rol de nós estruturais no local reservado para os shows. O castelo de cartas passou a ruir, enterrando a inocência desta nova geração banger, não acostumada a ver a tragédia de perto. Produtores, assessores, bandas e até o governo do Maranhão entraram no conhecido jogo do "segura que o filho é teu", para eximir-se de qualquer culpa. Isso vai render ainda, de processos a desgosto geral.

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Claro que diversos abnegados, vendo que já estavam no olho do furacão, aproveitaram a tormenta e reagiram com a tupiniquim capacidade de sorrir até na desgraça. Não os julgo. Divertiram-se com o restante do line up, beberam, bateram fotos e chegaram em casa munidos de assunto para semanas! Foram a essência do espírito banger «A falência do festival poderia ter suscitado quebra-quebra geral, manchando a imagem de público ordeiro». Parabéns!

Quais lições tiramos dessa história, crianças? Tema o oba-oba: nem sempre vale a pena correr atrás da manada. Uma visão crítica e um pé atrás nunca são demais. A nação headbanger é a mais forte de todas: milhares de batedores de cabeça se entregaram de corpo & alma. A distância, o calor, o gasto, o perrengue...nada abateu os fiéis deste sacerdócio mundanamente conhecido por heavy metal. O fiasco do M.O.A., ironicamente, mostra a força e o amor incondicional dos fãs, acima de todas as adversidades.




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