O disco mais despretensioso da carreira do Cure
Fonte: Usina do Som
Postado em 11 de julho de 2004
Por José Flávio Júnior
Há chances desse novo trabalho do Cure entrar para a discografia como o "mais despretensioso". Bem... Pelo menos ele não deve passar para a história como o último. Não foi pensado para ser assim, não traz a carga funesta dos anteriores, não tem a pretensão de ser testamento definitivo. Robert Smith parece ter desistido de anunciar que seus próximos passos seriam os derradeiros, o que dá uma aliviada na carga gótica desse registro epônimo. As últimas faixas são tristes, não há nenhuma "Friday, I’m In Love", mas o resultado final está longe de ser modorrento.
E de ser brilhante também. Smith descobriu o emocore americano, que ele, sem querer, ajudou a inventar. Lá na terra do Tio Sam, boa parte dos novos adultos cresceu ao som de hardcore e The Cure. Além de ter sido homenageado pelo Get Up Kids (que gravou "Close To Me"), Smith participou da virada emo do Blink-182 (ele canta uma faixa no último cd do trio de San Diego). Na apresentação do Cure no festival californiano Coachella deste ano, o vocalista foi tratado como um deus pela horda de bandas teen angustiadas. Em entrevista para uma rádio que cobria o evento, o inglês afirmou ser fanático pelas bandas Cursive, Thursday, Bright Eyes e Death Cab For Cutie – todas interligadas pelo emo. Pois a identificação com essa turma deu uma boa rejuvenescida no tio, que abre o disco desesperado, na pueril "Lost". Tenta achar uma saída em "Labyrinth" e atinge um pico de emoção com "Before Three". Quando o lado pop aflora – vide "Taking Off" e "The End Of The World" – o Cure chega a lembrar bastante o Dashboard Confessional. Por mais que o fã das antigas tente refutar as comparações, fica claro que o Cure finalmente encontrou sua galera. Ancorado pela produção jovial de Ross Robinson (que cuida do nü-metal de Korn e Slipknot, entre outros), Smith paga de repetente no meio da molecada. Mas ao menos ele não aparenta estar desgostoso com a condição. Pelo contrário.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Black Sabbath relança seus dois primeiros álbuns em fitas de rolo
O disco de metal extremo que é um dos preferidos de Rob Halford
A canção barra pesada demais para as lojas que os Rolling Stones decidiram bancar
Álbum ao vivo de Scott Weiland será lançado no mês de outubro
Astros do rock e metal unem forças em tributo ao Deep Purple
Membros do Green Day respondem quem inspirou o clássico "American Idiot"
Em depoimento emocionante, membro da equipe do Metallica lembra acidente que matou Cliff Burton
Ringo Starr reflete se ele tocava melhor nas composições de John Lennon ou de Paul McCartney
Bruce Dickinson relembra a luta de Nicko McBrain para tocar com o Iron Maiden após sofrer derrame
Tears for Fears anuncia reedição deluxe do álbum "The Seeds of Love"
5 músicas de metal em que os últimos segundos são a melhor parte
Molly Hatchet anuncia "Lost Horizon", primeiro álbum de estúdio em uma década e meia
5 músicas de metal que ou você ama de paixão ou odeia com todas as forças
Os 20 piores discos da história do rock and roll, segundo a Classic Rock
O detalhe irritante em clássico do Led Zeppelin que Jimmy Page não consegue ignorar
A estrela do rock que morreu e deixou 2 mil músicas prontas para serem lançadas
Heavy Metal: os dez melhores álbuns lançados em 1985
O megahit inspirado em cena revoltante que Cazuza presenciou com gestor do Banco Central

As 4 melhores músicas de 1986, segundo Robert Smith, vocalista do The Cure
O melhor livro de todos os tempos, segundo Robert Smith do The Cure
Baixista se afasta do The Cure devido a problema de saúde e é substituído por filho
Rolling Stones disponibilizam duas novas músicas, "Jealous Lover" e "Divine Intervention"



