Rolling Stones fazem show histórico no Rio
Fonte: UOL Diversão e Arte
Postado em 19 de fevereiro de 2006
Omar Lugo
Rio de Janeiro, 19 fev (EFE).- Os Rolling Stones, esbanjando vitalidade nas areias de Copacabana, reuniram na noite deste sábado mais de um milhão de pessoas em um show gratuito que deve entrar para a história como uma das maiores concentrações de velhos e jovens roqueiros em todo o mundo.
O concerto número 53 da turnê mundial "A Bigger Bang" da mais famosa banda de rock do planeta foi diferente de todos os anteriores: gratuito e ao ar livre, na beira do mar e exibindo, além da música de primeira, todos os recursos da tecnologia de ponta diante de um público delirante.
Pela manhã de hoje, centenas de pessoas ainda dormiam nas areias da praia embriagados de álcool e rock, enquanto um "exército" de garis recolhia toneladas de lixo por todo o bairro de Copacabana.
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Em seu show de 20 canções e duas horas de duração, a banda de
Mick Jagger, Ron Wood, Keith Richards e Charlie Watts abriu fogo logo com o clássico "Jumpin' Jack Flash", para depois atacarem com vários sucessos dos anos 70, incluindo "It's Only Rock'n'Roll", "Wild Horses", além da recente "Oh No, Not You Again", do último disco, lançado no ano passado e com o mesmo nome da turnê.
Em um momento apoteótico, Jagger puxou a gaita para tocar "Midnight Rambler", canção gravada em 1969 e que tradicionalmente rende melhor ao vivo.
Uma multidão sedenta de boa música, sob o implacável calor do
verão carioca, tinha ocupado as areias de Copacabana várias horas antes do espetáculo, que terminou beirando a meia-noite.

Felizmente, a enorme concentração, calculada em 1,2 milhão de
pessoas pela Polícia e entre 1,3 e 1,5 milhão pelos bombeiros,
parecia entregue à sedução dos Stones e pouco propensa a tumultos, embora tenha havido alguns furtos e confusões isoladas, causando ferimentos.
Apesar de passarem a maior parte do show no enorme palco principal, distante da maior público que se concentrava atrás da área VIP, os sessentões do rock britânico puderam se aproximar mais da massa de fãs através do chamado Palco B, para o qual se deslocaram através de uma grande passarela. Lá, tocaram músicas como "Miss You" e "Rough Justice" bem no meio
da multidão delirante, como se estivesse em meio a um culto
"sagrado" dos sacerdotes da religião do rock.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Pouco antes, lá pelo meio do show de duas horas, o guitarrista
Keith Richards deu um descanso a Jagger e assumiu os vocais com "This Place is Empty" (também do último disco) e "Happy", de 1972, um de seus melhores momentos vocais nos Stones.
Já de volta ao palco principal, o espetáculo chegou ao auge com sucessos obrigatórios em qualquer show dos Stones, como "Simpathy for the Devil", "Start Me Up" e Brown Sugar".
Após uma breve pausa, Jagger & Cia. voltaram para o bis, fechando a noite com a balada "You Can't Always Get What You Want" e o maior cavalo de batalha da banda, "Satisfaction", composta pelo grupo no distante ano de 1965.
"Já posso morrer tranqüilo", disse Mario Racho, de 60 anos, ao
final do show, com uma mão no coração.

Para João Romano, de 20 anos, 14 deles como admirador dos
Rolling, foi um espetáculo "poderoso".
"Não há no mundo nenhuma banda melhor que eles, que estão há 42 anos na estrada", disse Romano, enquanto contemplava, extasiado, seus ídolos, que ao se despedirem acenaram, abraçados um ao lado do outro, ao público. Um gigantesco esquema de segurança, com apoio de cerca de 10 mil policiais, bombeiros e seguranças particulares, conseguiu manter a situação sob controle.
Segundo os últimos números, houve 599 emergências durante o
espetáculo, a maior parte relacionada ao consumo excessivo de
álcool.
Além disso, três pessoas foram esfaqueadas em um assalto e duas brigas. Uma grávida checou a sentir as dores do parto enquanto dançava ao ritmo da banda.

Já os bombeiros resgataram do mar 29 pessoas, à beira do
afogamento, enquanto nadavam em uma tentativa quase desesperada de driblar a multidão e se aproximar do palco principal, cuja altura equivalia a um prédio de 7 andares.
"Deve de ser o maior show da História", calculou o argentino
Marcelo Sonaglioni, um fã incondicional e que já assistiu 43
concertos dos Stones em várias partes do mundo.
O espetáculo, segundo lembrou o próprio Jagger logo ao subir ao palco, foi transmitido ao vivo pela televisão para o Brasil, México e Estados Unidos.
Com tecnologia avançada de som e câmaras aéreas que captavam o
cenário em uma Copacabana que parecia estar em noite de reveillon, o show foi gravado e em poucas semanas poderá se transformar em um DVD e um disco que darão testemunho de um dos espetáculos musicais mais grandiosos - se não for o maior - da história.

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