As letras do Slayer não expressam a fé de Tom Araya
Por Fred Duba
Fonte: Edmonton Sun
Postado em 12 de julho de 2006
Jenny Feniak do Edmonton Sun entrevistou em julho de 2006 o vocalista e baixista do Slayer, Tom Araya. Confira alguns trechos da matéria.
Sobre estar na "banda mais malvada do mundo":
Tom Araya: Tudo pela diversão – esse é o ponto principal. Se achamos que algo é legal, nojento e criativo, estamos dentro.
Sobre ainda serem uma banda respeitada dentro do estilo mesmo após 25 anos de carreira:
Tom Araya: Nossa visão com relação à banda tem sido a mesma desde o começo; isso nunca mudou. Nunca nos envergonhamos do motivo pelo qual e de como nós começamos, mas amadurecemos em todos os aspectos.
Sobre o início da banda:
Tom Araya: Simplesmente as coisas soaram maravilhosas, então eu entrei na banda, fácil assim. Eles [Kerry, Jeff e Dave] estavam afim; conhecíamos as músicas, sabe. É meio difícil achar pessoas tão comprometidas com uma banda quanto esses caras eram. Não queríamos ser como aquelas hair bands que eram a moda na época. Não queríamos parecer mulheres; Queríamos parecer homens com maquiagem de homem. Isso era uma obrigação. Então fizemos completamente o oposto disso, o que incluia ser malvado e ter toda aquela postura satanista. E aquele lance do nosso primeiro álbum ser Lado 6 e Lado 66 (ao invés de Lado A e Lado B), as pessoas ficaram malucas com aquilo.
Sobre possíveis conflitos entre sua fé católica e o material da banda:
Tom Araya: Kerry já pegou pesado em muitas coisas que escreveu. Mas se é um bom material, não sou eu quem vai dizer 'Isso é um lixo porque vai contra a minha fé.' Pra mim é mais como, 'Isso está muito bom. Você vai deixar muita gente enraivecida com isso.' As pessoas têm sérios probelmas com isso e me perguntam, 'Você não se incomoda?' não, não me incomodo. Eu sou experiente, tenho uma fé muito forte, e isso só são palavras que não vão prejudicar minha fé ou mudar meus sentimentos. Se as pessoas chegam a duvidar de sua fé, é porque não estão tão confiantes nela, já que se sentem ameaçadas por causa de um livro ou de um história que alguém contou, ou por causa de uma música do SLAYER.
Sobre a cena metal atual:
Tom Araya: O metal é como uma serpente que está na água, que de vez enquando sobe e você pode ver suas escamas e suas curvas. Aí ela submerge por um tempo e então retorna à superfície novamente. Acho que agora está no seu momento. Está na superfície e dando umas voltinhas. Dê mais alguns anos e ela vai retornar ao fundo e aí ela vai se tornar parte do underground, e então toda a molecada da proxima geração irá redescobrir quem começou com isso tudo, e então haverá reuniões...
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