Filme homenageia o punk norte americano

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Fonte: UOL Música
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NOVA YORK (Hollywood Reporter) - Na linha do tempo do punk-rock norte-americano, o hardcore está inserido entre o punk dos anos 1970 e o grunge da década de 1990. Caracterizado por músicas velozes, agressivas e cantadas em altíssimo volume, qualidades musicais mínimas e o comportamento violento da platéia, o hardcore não chegou a atingir o mainstream.

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Em "American Hardcore: The History of American Punk Rock 1980-1986", Paul Rachman e Steven Blush documentam esse cenário musical que teve vida curta, entrevistando praticamente todo mundo que contribuiu para ele.

O filme da Sony Pictures Classics, que levou cerca de cinco anos para ser feito, possui um ar caseiro que reflete seu próprio tema.

Rachman e Blush evitam usar narradores. Em lugar disso, deixam que quase 100 entrevistados reflitam sobre o significado do cenário hardcore e falem em tom nostálgico sobre sua época áurea.

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O documentário deve agradar principalmente aos aficionados do hardcore e, com certeza, terá vida mais longa em DVD que nos cinemas.

O filme começa em 1980 e termina seis anos depois, quando o cenário hardcore desapareceu. Os participantes mapeiam a história do movimento com precisão.

Henry Rollins, do Black Flag, e o filosófico Bad Brains são provavelmente os expoentes do hardcore mais conhecidos entre os entrevistados.

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A maioria concorda que o hardcore surgiu como reação ao declínio do punk dos anos 1970. Quando Sid Vicious, dos Sex Pistols, começou a usar drogas como um roqueiro hippie, alguns punks se sentiram traídos -- e começaram a fazer música punk eles próprios. Socialmente falando, o hardcore foi uma reação contra o conservadorismo da era Ronald Reagan.

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Blush e Rachman tratam o movimento hardcore com reverência. Os músicos lhes contam que acreditavam no que faziam e que não esperavam ter vida musical longa, nem ganhar muito dinheiro.

A questão da violência do público -- os fãs costumavam espancar uns aos outros nos shows --, da misoginia e do racismo é tratada no filme. Mas o amor que Blush e Rachman têm por seu tema faz com que sejam moderados demais em sua crítica.

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