Guitarrista do Death relembra Chuck Schuldiner
Por Paulo Caldoncelli
Fonte: Zero Tolerance
Postado em 29 de março de 2007
O webzine Zero Tolerance recentemente entrevistou o ex-guitarrista do DEATH Bobby Koelble.
ZT: Qual é seu estilo musical favorito? Melhor dizendo, qual tipo de música a banda escuta e realmente gosta? Quem você citaria com influências?
BK: Eu tenho um gosto musical bem amplo. Eu amo jazz, metal, música clássica, funk, reggae, musica latina e eletrônica e em algum momento da minha vida eu toquei algum desses estilos. Minha lista de influências é longa, mas eu citaria alguns músicos como John McLaughlin, Paco De Lucia, Al Di Meola, Frank Gambale, Allan Holdsworth, Danny Gatton, Tuck Andress, Joe Pass, George Benson, Miles Davis, Charlie Parker, John Coltrane, Wes Montgomery, Joe Diorio, Yngwie Malmsteen, Stevie Ray Vaughan, John Williams, Andrés Segovia, etc.
ZT: Você tocou no álbum "Symbolic" do DEATH. Por que Chuck o escolheu? Você o conhecia antes? Como tudo aconteceu?
BK: Eu conheci Chuck pela primeira vez através de um amigo em comum quando ainda estávamos no segundo grau, mas nunca o encontrei de novo até os testes pra entrar na banda. Um amigo me contou, numa loja de música, que ele estava procurando por um novo guitarrista e entramos em contato. Eu acho que ele gostou do jeito que eu tocava e nos tornamos amigos na mesma hora
ZT: Como foi trabalhar com Chuck e Gene Hoglan?
BK: Tocar com Chuck e Gene foi a maior experiência profissional que tive em minha vida. Olhando para trás, passou muito rápido. Chuck era muito fácil de trabalhar junto, sem ser mandão nos ensaios. Eu tentei estar sempre preparado para as coisas correrem bem. Eu ainda continuo amigo de Gene e sempre nos encontramos quando ele aparece por aqui.
ZT: Quais são suas melhores lembranças de sua passagem pelo DEATH?
BK: Toda minha passagem pela banda foi uma ótima experiência. Eu conheci lugares diferentes que eu apenas sonhava em conhecer como Amsterdam, Praga e Madri. Eu e Gene aprontamos muita merda juntos (risos).
ZT: Você poderia nos contar como era seu relacionamento com Chuck?
BK: Eu tenho todo respeito por Chuck, assim com por sua música e seu legado. Ele era um cara muito tranqüilo que gostava de coisas simples como cozinhar, seus cachorros e sua família. Nós sempre nos demos muito bem. Que eu me lembre, só tivemos um desentendimento durante todo o período em que tocamos juntos.
Morte de Chuck Schuldiner
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