Mr. Big: Billy Sheehan comenta reunião do grupo
Por Thiago Coutinho
Fonte: MusicRadar.com
Postado em 06 de fevereiro de 2009
Em entrevista ao site MusicRadar.com, o baixista Billy Sheehan falou a respeito da vindoura turnê que o MR. BIG vai realizar com sua formação original.
"Nós nos reunimos na última primavera. Foi apenas uma questão de tempo certo. Fizemos um show no House of Blues, em Los Angeles, e nos divertimos. Depois, olhamos um para o outro e dissemos: ‘e agora?’"
E agora a banda vai embarcar em uma turnê pelo Japão, cujo anúncio oficial será feito na semana que vem em uma coletiva para a imprensa. Embora os membros originais do Mr. Big estivessem distantes um do outro por algum tempo, Sheehan insiste que essa não é uma turnê nostálgica a fim de encher o bolso dos músicos.
"O modo como vejo as coisas é como se eu estivesse voltando com uma ex-namorada", diz Sheehan. "Mas porque você quer, não porque você tem que fazer isso. Todos nós estamos indo bem em nossas carreiras solo. Fazer isso agora é algo que nos fez sentir bem. Após um único show, ficamos pensando: ‘deveríamos fazer mais isso, é divertido demais!’".
E diversão foi algo que se perdeu no grupo quando o guitarrista Paul Gilbert resolveu abandonar o barco — o que também incluiu o vocalista Eric Martin e o baterista Pat Torpey — no fim da década de 90. Gilbert foi substituído por Richie Kotzen, descrito pelo baixista como "um ótimo músico e um amigo querido". Porém, segundo Sheehan, a química na banda nunca mais foi a mesma quando Gilbert anunciou sua saída.
"É algo do tipo ‘Os Três Patetas’ ou parecido", brinca Sheehan. "Um cara sai, outro entra, pode até ficar bom, mas nunca será a mesma coisa. E foi assim quando Paul saiu. Todos sentiram um vazio".
Enquanto nos dois lados do Atlântico o Mr. Big alcançou um relativo sucesso durante a época conhecida como "hair metal" ("um termo bizarro para uma época bizarra", como classifica o próprio Sheehan), eles são vistos como reis no Japão, recebendo um tipo de tratamento relegado apenas a artistas como os Beatles e o Kiss.
Assim, o Mr. Big rapidamente lançou no mercado nipônico álbuns como "Japanemonium" e "Live At Budokan". Inclusive gravaram uma faixa com o singelo título de "I Love You Japan".
"Por que razão nos tornamos tão grandes no Japão é algo que não dá pra saber", diz Sheehan. "Foi apenas algo que aconteceu".
E o baixista volta a assegurar que esses shows no Japão nada têm a ver com dinheiro. "Tem mais a ver em irmos para um lugar em que nos sintamos confortáveis, estarmos juntos a fãs que serão bons conosco", pondera. "E talvez eles até nos deem algum ponto de vista crítico também, quem sabe? Mas, definitivamente, nada tem a ver com dinheiro. Acredite, podíamos ter feito isso há dez anos se a razão fosse essa", assegura Sheehan.
Dito isso, o fato de o Mr. Big estar completando duas décadas de existência também não escapa à memória de Sheehan. "Sei como isso se parece, bandas juntam-se após vinte anos para conseguir algum dinheiro. Algo como o Spinal Tap faz. Mas pode confiar, estamos nessa para tocar e nos divertirmos. Quando você considera fazer alguns ensaios, tem que ter uma banda, considerar o tempo que vão passar juntos, quanto tempo estarão em aviões e nos camarins e tudo mais, não há qualquer quantia de dinheiro que faça isso valer a pena, a menos que você realmente esteja a fim de fazer isso".
E quanto à animosidade que acabou separando a formação original, Sheehan sorri e diz: "Quer saber? Eu sequer me lembro quem ficou nervoso com quem. Está aí algo ótimo quando se fica mais velho: você se esquece das coisas ruins e fica apenas com as boas memórias. E com sorte essa banda terá mais disso daqui a algum tempo", finaliza.
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