Korn: "Estou surpreso por ainda fazermos isso!"
Por Karina Detrigiachi
Fonte: Artistdirect
Postado em 07 de setembro de 2009
O vocalista do KORN, Jonathan Davis, concedeu uma entrevista na qual entre várias coisas, falou sobre a nova fase da banda e como sua música o ajudou a superar os momentos mais difíceis de sua vida.
Como estão as gravações do novo álbum? O conceito foi totalmente concretizado?
Davis: "Ele será como tiver de ser. O álbum está começando a ter uma vida própria. Eu queria começar como um álbum conceitual, mas agora há outras coisas acontecendo sobre as quais eu quero falar.
Não sei necessariamente se o conceito será mantido ou não. Estamos trabalhando com o produtor Ross Robinson. É estranho. Fiquei cantarolando minhas letras junto com a banda enquanto eles tocavam e não é sempre que faço isso. Costumávamos fazer nossas partes separadamente, e então eu fazia minhas letras depois que a música já estivesse pronta. Porém, agora escrevemos todos juntos como uma verdadeira banda.
Estive escrevendo espontaneamente todas essas letras que não são necessariamente sobre as cinco coisas que inicialmente sugeri como um conceito para o álbum. De uma forma totalmente livre - de uma forma completamente espontânea. Estou trabalhando incessantemente nisso. Só poderia trabalhar com o que está saindo do meu corpo neste momento..."
Então, é como a catarse [expressão emocional] que você teve em "Korn" e "Life Is Peachy"?
Davis: "Será exatamente como aquilo! Tenho Ross do meu lado e ele vai ao ponto de uma forma que ás vezes até me emociona. Ele se certifica que todos entendam sobre do que se trata a música, seu poder e sua energia. Ele faz essas conversas estimulantes e nós sentamos e o escutamos. E então ele simplesmente diz, 'Vamos fazer isso' e a energia é ridiculamente incrível.
Tocamos em uma sala pequena que tem por volta de 2.70 por 2.70m. Ficamos espremidos uns aos outros. Tenho escutado as músicas que estamos gravando e elas estão realmente incríveis.
Ainda estamos trabalhando na bateria, com guitarra e baixo improvisados. Escutando as músicas, elas soam tão KORN old-school. Estou realmente muito ansioso. Sei que há muitos fãs que gostam do som antigo e que amam os dois primeiros álbuns, e acredito que eles ficarão muito felizes com este".
Você coloca uma parte da sua alma em cada música. E agora como isso funciona já que você está obviamente vindo de um lugar diferente sendo pai e marido. Você sente que o processo ainda é o mesmo de quando você era uma criança gravando os dois primeiros álbuns?
Davis: "Acho que é mais difícil... eu realmente acho que agora é mais difícil. Quando eu era jovem, eu era infantil. Eu estava afundado em drogas, eu tinha um monte de problemas dos quais precisava me livrar nos dois primeiros álbuns. Agora as coisas que me afetam são realmente as coisas que me rodeiam. Eu sou um pai, um marido, e minha vida mudou drasticamente. Eu não quero ser simplesmente catártico e louco simplesmente por ser. Eu realmente preciso escrever sobre as coisas que sinto. Esse é o meu coração, e é assim que eu lido com essas coisas".
Muitos fãs cresceram com o KORN. Vocês são realmente uma banda muito significativa para toda uma geração. Como é possuir fãs envolvidos com o seu legado?
Davis: "É maravilhoso, cara. Agora quando eu olho para o público, vejo tantas gerações diferentes. Vejo pessoas como você que cresceram com a gente e que iam aos nossos shows quando tinham por volta de 12, 13 anos. Estes mesmos fãs hoje possuem filhos e estão trazendo seus filhos para nossos shows.
Vejo crianças mais novas que estão nos descobrindo. Estou simplesmente surpreso por ainda estarmos fazendo isso, e que ainda trata-se algo relevante. As pessoas ainda vão aos nossos shows e elas precisam disso. Sinto que o que fazemos nesta banda é transmitir. Transmitimos 100 por cento deste poder e emoção para nossa música. Os fãs aceitam e é como uma libertação... é como 'Obrigado'. Eles querem se sentir vivos quando tocamos ao vivo ou quando eles compram os álbuns. O que eu quero dizer é, minha própria música me ajudou a superar os problemas. Existem muitas pessoas as quais quando converso me dizem: 'Cara, se eu não tivesse sua música eu não saberia o que fazer'. Acho que essa é a mágica da banda e o porque ainda fazemos isso. Sou muito feliz por ter a oportunidade de fazer isso".
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