Michael Kiske: "Weikath se virou contra mim e queria Andi"
Por João Renato Alves
Fonte: Van do Halen
Postado em 27 de abril de 2012
Michael Kiske conversou com o San Antonio Metal Examiner em 2012. Confira trechos.
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Como foi voltar aos palcos após duas décadas?
No começo senti muita pressão. Não sabia se seria capaz ou como os fãs reagiriam. E depois de dois ou três shows de aquecimento já começamos em um festival, diante de 30 mil pessoas no Sweden Rock Festival. Mas nos saímos muito bem, fiquei entusiasmado com a resposta da audiência. Depois da apresentação fizemos uma sessão de autógrafos e havia uma grande fila. Traziam todos os CDs que tinha gravado. Agora me sinto mais confortável, é como andar de bicicleta, nunca se desaprende.
Qual seu momento mais memorável dos tempos de Helloween?
As turnês que fizemos para divulgar os Keepers. Quando Kai estava na banda, tudo funcionava. Depois virou um pesadelo, especialmente para mim. Teve um concerto na França na época do Keeper 1. Era um pequeno vilarejo e o promotor não divulgou. Acabamos tocando para 80 pessoas, mas foi o show mais divertido que fizemos. Parecia algo de Monty Python.
Sempre foi dito que a separação com o Helloween aconteceu porque você odiava Heavy Metal.
Isso é uma bobagem.
O Unisonic deixa claro que isso não é verdade. Mas você poderia esclarecer porque desapareceu por tantos anos?
Não tinha nada a ver com a música, cresci com isso. Havia muita raiva na cena, especialmente na Alemanha. Mas sempre amei meus discos do Iron Maiden e do Judas Priest. Vou ser totalmente honesto com você, ok? Michael Weikath tinha muito ciúme das outras pessoas da banda. Ele se virou contra mim quando Kai saiu. E fazia isso pelas minhas costas. Fez de tudo para ter Andi Deris como novo vocalista. Depois de um tempo, me cansei. Avisei a Roland Grapow que estava saindo. Os fãs ficaram desapontados e eles começaram a dizer na mídia que eu odiava Metal. Mas sempre amei o estilo. Mas estava muito bravo com essa bobagem, especialmente depois que fiz um álbum que não soava como Helloween. Isso era suficiente para os críticos detonarem meu trabalho.
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