Max Cavalera: o que ele seria se não fosse músico?
Por Bruce William
Fonte: Blabbermouth
Postado em 17 de março de 2015
Seguem abaixo trechos de entrevista de Max Cavalera ao Full Metal Jackie, programa de rádio norte-americano, cujo áudio pode ser conferido em FullMetalJackieRadio.com.
Max, você fez parte ou está ativo em algumas bandas - Sepultura, também, claro - além do Soulfly, Cavalera Conspiracy e Killer Be Killed. É tão importante para você ter várias maneiras diferentes de se expressar?
Max: É divertido. Sempre gostei de tocar com outros músicos. Quando estava no Sepultura costumávamos colaborar com outras pessoas, e isto eventualmente resultou no meu primeiro projeto paralelo, o Nailbomb. Muitos gostam bastante do álbum, ele se tornou cultuado. Acabamos com o Nailbomb, eu e Alex Newport, não queríamos mais lidar com aquilo. E no decorrer dos anos tudo mudou, deixei o Sepultura e criei o Soulfly. Mais tarde me reuni com meu irmão (Igor) e criei o Cavalera Conspiracy. E por último surgiu o Killer Be Killed, em que fui convidado por Greg Puciato do Dillinger Escape Plan. Sempre me diverti muito tocando. Mais música para os fãs, quanto mais melhor. Não existe limite para o que podemos fazer. Fica a critério de cada um fazer o que puder, e eu acho que é legal e empolgante não ficar em apenas uma banda mas sim participar de várias coisas diferentes.
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Max, se você não fosse músico, o que faria para se expressar?
Max: Seria criminoso ou traficante. Não (risos), estou brincando. Não faço ideia. Sempre estive envolvido com arte. Gosto muito de pintar. Faço várias coisas por conta própria - pinto camisetas e faço desenhos no fundo do ônibus. Não é nada excepcionalmente bom, mas é um hobby legal. Então eu faria algo ligado à arte. Adoro desenho e é o tipo de coisa que me atrai. Recentemente estive lendo várias biografias. Depois que fiz a minha, me interessei por ler bios de outras pessoas, li a do Ozzy, a do Lemmy, e foi muito legal. Mas meu lance é desenho, é o que realmente gosto.
Quando trabalhou em sua autobiografia com Joel McIver, o que lhe veio à mente sobre sua vida e carreira olhando sob uma perspectiva mais ampla?
Max: Muita loucura, muita coisa bizarra. A começar pela minha infância no Brasil e o que fazia parte dela, tipo a religião de minha mãe. Pouco antes de meu pai morrer, ele me levou para ser batizado no Vaticano. Este tipo de coisas estranhas que não acontece com todos. E, claro, entra a música que fez uma grande diferença. A música se tornou uma salvação para mim. Se não fosse por ela, a possibilidade de me tornar alguém no Brasil seria mínima. Então a música de fato me salvou de muita encrenca".
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