Max Cavalera diz ser o brasileiro mais reconhecido do rock mundial
Por Mateus Ribeiro
Postado em 13 de dezembro de 2025
O músico brasileiro Max Cavalera está na ativa há quatro décadas e nunca deixou de produzir material, apesar de algumas narrativas insistirem no contrário. Com um currículo invejável, que inclui a fundação do Sepultura - banda da qual fez parte por 12 anos -, o guitarrista e vocalista do Soulfly também atua nos projetos Soulfly, Cavalera Conspiracy, Killer Be Killed, Go Ahead and Die e Nailbomb.
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Sem exagero, Max é um dos principais responsáveis por colocar o Brasil no mapa mundial da música pesada. Mais do que isso, ao longo da carreira, incorporou elementos culturais do país à própria obra, algo evidente em trabalhos como o icônico "Roots" (1996).
O artista falou sobre essa relação com o Brasil durante entrevista recente concedida a Ed Hackimer, do canal This Day In Metal (via Blabbermouth). Segundo Max, a maneira como referências brasileiras foram assimiladas e celebradas por públicos de diferentes partes do mundo sempre teve um peso significativo em sua trajetória.
"Eu adoro o fato de que não apenas o Brasil, mas muitos países do chamado Terceiro Mundo - lugares mais problemáticos, com altos índices de crime, pobreza ou problemas sociais - me enxergam como uma espécie de voz deles. Isso é algo muito legal."
Na sequência, Cavalera comentou sobre as contradições do próprio país de origem e a responsabilidade que sente ao representá-lo fora do Brasil. O músico afirmou, inclusive, considerar-se o brasileiro mais reconhecido no universo do rock.
"Eu sinto que o Brasil tem muita coisa ruim. É um país lindo, mas tem muita coisa ruim. E nós só temos algumas coisas boas que vêm do Brasil. Eu sinto que tenho carregado essa bandeira e essa tocha por 40 anos. Provavelmente sou o músico brasileiro mais reconhecido mundialmente no cenário do rock atualmente."
Max também destacou o papel que sua música desempenhou na apresentação da cultura brasileira a públicos estrangeiros, especialmente nos Estados Unidos e na Europa. Segundo ele, muitos fãs passaram a conhecer aspectos do país por meio de suas criações.
"Eu adoro o fato de ter apresentado a cultura brasileira para americanos e europeus, e eles realmente valorizarem isso. Conversei com muitos fãs que disseram não saber quase nada sobre o Brasil antes de ouvir minhas músicas, seja no Sepultura ou no Soulfly."
O vocalista citou "Chama", álbum mais recente do Soulfly, como um exemplo claro dessa conexão. Para Max, o trabalho carrega uma identidade brasileira forte, tanto no conceito quanto nos títulos das músicas.
"'Chama' é muito brasileiro em sua essência. O nome é brasileiro, as músicas - 'Favela', 'Inquisição Indígena'. Tem muito do Brasil em 'Chama', e eu não sei por que isso aconteceu; simplesmente aconteceu. Mas, sim, eu tenho muito orgulho disso, mas não um orgulho nacionalista, do tipo 'Ah, o Brasil é melhor que todo mundo'. Nada disso. Eu amo a garra que temos. A cultura é linda. É poderosa. E eu gosto de misturar isso com metal."
Lançado em outubro deste ano, "Chama" é o décimo terceiro álbum de estúdio do Soulfly. Confira uma resenha do disco na nota abaixo.
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