RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas


Outras Matérias em Destaque

As 10 piores músicas do Slipknot, de acordo com a Louder Sound

Como era o baixista Cliff Burton, de acordo com as palavras de Scott Ian

Perfil do Instagram une clássicos do rock a cenas dos Simpsons

Richie Kotzen lança "Catch a Star", seu novo single solo

Federação inglesa anuncia convocação para a Copa 2026 ao som de Beatles

Membros do Iron Maiden não deram depoimentos a documentário de Paul Di'Anno

As bandas de heavy metal nem sempre farão a mesma coisa (e isso não é ruim)

O disco do Ramones que marcou a vida de Bobby Ellsworth, vocalista do Overkill

O popstar que semeou discórdia no Van Halen graças à genialidade de Eddie

O erro de Ozzy ao demitir Lee Kerslake, de acordo com Bob Daisley

Ex-baixista do Akercocke, Federico Benini morre afogado aos 38 anos na Colômbia

Cult of Fire toca em São Paulo música dedicada a falecido amigo brasileiro

Armored Saint lança seu novo disco de estúdio, "Emotion Factory Reset"

Dimmu Borgir lança seu novo disco, "Grand Serpent Rising"

A música que Robert Plant usaria para mostrar o que era o Led Zeppelin


Se essa formação do Sepultura não for a verdadeira, eu não sei qual há de ser

Por
Fonte: Blog Herick Sales Guitar
Postado em 23 de fevereiro de 2020

Quando o Sepultura lança um álbum novo, sempre leio esse comentário em algum lugar: "Esse não é o verdadeiro Sepultura". Bem, e o que seria esse tal de "verdadeiro" Sepultura? Sempre há a explicação de que sem os irmãos Cavalera não é Sepultura, etc, etc. Ora! Se formos na essência de tudo, esse Sepultura "verdadeiro" era o que tinha Wagner Lamounier, ou o Jairo Guedez (que gravou o álbum Morbid Visions). Levando o mesmo raciocínio para outros casos, o "verdadeiro" Deep Purple acabou com a entrada do Ian Gillan e o verdadeiro Iron Maiden acabou com a saída do Paul Di'Anno. Então, podemos falar que gostamos mais da fase X ou Y sem problemas, mas essa de "verdadeiro" soa sem fundamento.

Sepultura - Mais Novidades

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - CLI
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

O pilar central da banda atualmente é o Andreas Kisser, grande guitarrista que entrou no segundo álbum Schizophrenia, ajudando a forjar o estilo thrash que passamos a associar ao Sepultura. De todos dessa formação que ficou tida como "clássica", Andreas é o que mais estudou música, tocando muito bem violão e tendo um gosto musical muito rico, indo desde MPB, passando pelo classic rock do Queen, o metal clássico do Sabbath e Judas, até o extremo do Venom. E isso pode ser notado na evolução musical da banda nos álbuns seguintes, que começaram a ser mais "bem tocados" e a ter influências brasileiras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - GOO
Anunciar no Whiplash.Net Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

O Sepultura ganhou o mundo com Arise, Chaos AD e Roots, aí Max saiu. Essa história todo mundo sabe, e a banda continuou com Derrick Green nos vocais. A banda perdeu confiança de muitos fãs, do mercado, além de perder toda sua estrutura. Não estou fazendo juízo de valor de "certo ou errado", apenas constatando que num primeiro momento, todos "perderam". Max demorou um pouco para estabilizar o Soufly e fazer grandes álbuns e o Sepultura também. A diferença era o peso do nome Sepultura carregado pelos pacientes Andreas, Paulo e Derrick (o quanto esses caras responderam sobre reunião, sem serem deselegantes, não pode ser mensurado).

Se avaliáramos o recomeço de cada um (Sepultura e Max), os primeiros álbuns soam ainda perdidos e nas sombras do que foi o Roots. Fazendo um comparativo, essa ruptura seria proporcional a se o James Hetfield saísse do Metallica após a turnê do Black Album. Então não posso criticar pesadamente esse recomeço de ambos. São tentativas, com acertos e erros, e tudo bem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - CLI
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Aí mais uma baixa: sai Igor Cavalera. Pronto: foi instalado o pretexto perfeito de que, sem os irmãos Cavalera, não é Sepultura. Calma lá! E a trajetória do restante da banda, não conta? Ambos saíram por que quiseram. Então entrou o excelente baterista Jean Dolabella, e lançaram o álbum A-Lex. Verdade que desde o álbum anterior, Dante XXI, a banda voltou lentamente a ser respeitada, e ter certo reconhecimento, mas a entrada do Jean deu novo fôlego ao Sepultura. Fôlego esse que veio com a volta do prestígio após o lançamento do excelente álbum Kairos, que se equipara facilmente aos clássicos da banda. O álbum trazia um som mais limpo e voltado para o thrash, e pôde trazer o Andreas "guitarrista" de volta, contendo mais riffs memoráveis, e mais solos de guitarra. Max também tinha se reencontrado em seus belos trabalhos com o Soulfly e o Cavalera Conspirancy, mas ainda assim o fantasma da reunião se mantinha vivo (muito mais devido as declarações ácidas geralmente vindas do Max, sejamos sinceros).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - GOO
Anunciar no Whiplash.Net Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Aí veio a grande escolha da carreira do Sepultura, que foi a contratação do monstro Eloy Casagrande! Músico prodígio, bem mais jovem que os demais, que não trouxe sangue novo: trouxe alma nova! A riqueza musical dele, despertou no Andreas todas as outras vertentes que ele sempre carregou consigo, e inspirou mais o Paulo e o Derrick.

Então veio The Mediator Between Head and Hands Must Be the Heart. É possível notar a excelência técnica do Eloy e a liberdade que o mesmo teve para tocar. A produção, para mim, soa abafada e embolada para a quantidade de informação que foi colocada nas músicas, mas dava para notar que essa química seria lapidada e viria algo monstruoso.

E veio o Machine Messiah. Técnico, melódico, com riqueza rítmica e harmônica nunca vista na discografia da banda. Todos puderam extravasar musicalmente, e o sempre massacrado Derrick, pôde mostrar seu domínio vocal, indo do limpo ao mais gutural, criando climas e interpretações muito condizentes com a temática atual do álbum. Aliás, um ponto precisa ser esclarecido: Derrick é um excelente vocalista, com maior domínio vocal que o Max ("Ahhh, mas ele canta sujo demais!". E o Max canta igual a Frozen, por acaso?), e mesmo enfrentando preconceito (olhe os comentários no youtube, no clipe música "The Vatican", e veja alguns deles criticando o fato de ter um negro numa banda de metal), segurou a onda esses anos todos, e é muito legal ver do que ele é capaz.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - CLI
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Bem, aqui estamos, em 2020, com o álbum Quadra. Em questão de musicalidade, o Sepultura chegou no auge da carreira, misturando todas as suas influências, com tons góticos, muitos elementos de rock progressivo, thrash metal, passagens suaves quase eruditas, e uma evolução sensacional do Andreas Kisser. Ele sempre tocou muito bem, mas acredito que estar com Eloy o inspirou e subiu seu nível de uma forma, que acho que nunca vi antes. Lembro que ele citou gostar muito do álbum A Night At The Opera, do Queen, e guardadas as devidas proporções, ele hoje se encontra num estágio musical com o Sepultura, em que pode explorar esse ecletismo. Enfim, não os conheço pessoalmente, não sou advogado para defender ninguém. Sou apenas um professor de música, apaixonado por blues e rock em geral, e acredito que boas conversas sobre música sempre enriquecem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - GOO
Anunciar no Whiplash.Net Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

A história musical de cada um, de cada banda, de cada obra artística pode nos fazer pessoas melhores. Para mim, o Sepultura chegou no seu auge de musicalidade, com seus 2 melhores álbuns da carreira: o citado Machine Messiah, e o atual Quadra. Não estou desmerecendo o passado e a glória (não a Cavalera) de álbuns como Arise e Chaos AD. Mas hoje temos um Sepultura que extravasa tanto tecnicamente, quanto musicalmente, aproveitando o que aprendeu no passado sem ficar preso ao mesmo. Se isso não for verdadeiro, eu não sei o que há de ser.

Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsAppCompartilhar no Twitter

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps


Stamp


publicidadeRogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Sobre Herick Sales

Herick Sales, professor de guitarra e violão há 12 anos, amante de blues e rock em geral.
Mais matérias de Herick Sales.

 
 
 
 

RECEBA NOVIDADES SOBRE
ROCK E HEAVY METAL
NO WHATSAPP
ANUNCIE NESTE SITE COM
MAIS DE 3 MILHÕES DE
VIEWS POR MÊS