Rush: Alex Lifeson está desmotivado a tocar após morte de Neil Peart
Por Igor Miranda
Postado em 01 de junho de 2020
O guitarrista Alex Lifeson revelou, em entrevista ao programa de rádio "Talkin' Golf With Ann Liguori", que não se sente mais motivado a tocar desde que seu amigo e parceiro de Rush, o baterista Neil Peart, morreu no início deste ano, aos 67 anos, de câncer no cérebro. As declarações foram transcritas pelo Blabbermouth.
"Tem sido difícil. Depois que Neil faleceu, toquei guitarra poucas vezes. Não me sinto inspirado e motivado. Foi a mesma coisa quando a filha de Neil morreu em um acidente de carro, em 1997. Não toquei por um ano. Não sinto vontade em meu coração agora", afirmou.
Lifeson complementou que, nos últimos tempos, sempre quando pega uma guitarra, fica sem saber o que tocar e a guarda após 10 minutos. "Normalmente, fico tocando por horas sem perceber a hora passar", disse.
O músico acredita que o vocalista e baixista Geddy Lee, também do Rush, tem se dedicado a outros trabalhos, o que deve indicar a falta de motivação para outros projetos musicais. "Geddy está trabalhando no livro dele há alguns anos. É um livro fabuloso e quando ele o concluiu, fez turnê por um ano para promovê-lo. Sempre que falo com ele sobre voltar a tocar, ele diz: 'quando eu acabar isso'. E algo novo sempre aparece. Não sei se existe motivação entre nós para fazer algo agora. Temos orgulho do que fizemos e ainda amamos música, mas é diferente agora", afirmou.
A conexão entre os três músicos do Rush é algo difícil de explicar, segundo Alex Lifeson. "Era como se estivéssemos lutado em uma guerra juntos. Tínhamos essa ligação mesmo quando passávamos meses sem nos vermos. Sempre estivemos em contato. Falo com Geddy regularmente. Antes dessa pandemia, Geddy e eu nos víamos toda semana, seja para jantar ou para bater papo. Seremos amigos até o fim das nossas vidas", disse.
Para ele, o Rush foi uma realização de um sonho. "Quando Neil se juntou à banda, ele era tão habilidoso, mesmo lá no início. Isso nos deixou inspirados e evoluímos como uma unidade. Tínhamos um senso musical similar, então, era como estar com meus melhores amigos o tempo todo. Passei todas as experiências de viajar e tocar com os caras que eu adorava. Fomos muito sortudos. Sei de muitas bandas que implodiram porque os caras brigavam, ou havia competição, ciúmes com relação a quem compunha mais músicas, briga por dinheiro", afirmou.
Uma medida diferente foi tomada para que o Rush não sofresse dos mesmos dilemas das outras bandas de rock. "Sempre fomos muito democráticos. Se não era uma decisão unânime, não fazíamos. Os pagamentos de direitos autorais eram todos divididos. Isso acabou com várias situações de estresse que poderiam se desenvolver", disse.
FONTE: Talking Golf/Blabbermouth
https://www.blabbermouth.net/news/rushs-alex-lifeson-hasnt-felt-inspired-and-motivated-to-play-music-after-neil-pearts-death-its-been-difficult/
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