Charlie Brown Jr: Chorão fez dívida impagável com gravadora em 2005, diz filho
Por Igor Miranda
Postado em 26 de novembro de 2021
Alexandre Abrão, filho de Chorão, revelou em entrevista ao G1 que o pai deixou uma dívida impagável com a gravadora EMI, hoje incorporada à Sony. O débito foi criado em 2005 e está relacionado com a continuidade da banda sem o guitarrista Marcão Britto, o baixista Champignon e o baterista Renato Pelado, que saíram da formação todos ao mesmo tempo.
De acordo com Abrão, para dar continuidade ao Charlie Brown na época, Chorão adquiriu os direitos relacionados à banda que estavam ligados aos ex-integrantes. A partir dali, o grupo passaria a ser dele - mas com um alto custo.
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Inicialmente, não era exatamente o que o cantor queria. Ele já estava convencido a encerrar o CBJr e começar uma carreira solo, ainda segundo Alexandre.
"Em 2005, quando teve a ruptura do Charlie Brown e saiu o Champignon, Marcão e Pelado, meu pai queria fazer um projeto solo chamado Chorão Skate Vibe. Só que ele tinha um contrato muito pesado com a EMI", afirmou, em entrevista ao jornalista Rodrigo Ortega.
O empresário Marcos Maynard, presidente da EMI, foi o responsável por fazer Chorão dar sequência ao Charlie Brown Jr. "O Maynard falou: 'pô, você vai fazer projeto solo o c***lho; tu é o Charlie Brown, tu não é o Chorão'. Aí meu pai comprou dos outros músicos os direitos artísticos, de marca, de imagem. Através disso ele virou o dono da banda", disse.
Dívida impagável
Ao adquirir todos esses direitos, Chorão contraiu uma dívida impagável, nas palavras de Alexandre Abrão. "Desde que meu pai faleceu, uma das pessoas que trabalhava com o meu pai falava: 'o Chorão tem uma dívida impagável com a EMI'. Até hoje essa dívida impagável está aí. A gente paga de pouquinho em pouquinho, porque retém os direitos artísticos. Isso é uma coisa que ninguém sabia", explicou.
Rodrigo Ortega, que conduziu a entrevista, perguntou a Alexandre se essa dívida ainda é paga com parte dos direitos da obra de Chorão. "Na verdade não paga", respondeu o filho de Chorão. "A EMI simplesmente retém e a gente não vê esse dinheiro. As pessoas falam: 'Ah, chove dinheiro'. Não é assim. Para comprar, meu pai tomou uma dívida da EMI de advanceds (pagamentos adiantados de gravadoras aos músicos); para quitar a compra com o Marcão, o Champignon e o Pelado", afirmou.
A situação não envolveu o guitarrista Thiago Castanho, um dos grandes pivôs do recente rompimento dos músicos do Charlie Brown Jr com Alexandre Abrão, pois ele já estava fora há algum tempo. "O Thiago já tinha saído da banda antes. Com essa ruptura, para fazer voltar o Charlie Brown, ele chamou o Thiago de volta. Porém, como contratado. Todos os músicos que entraram no Charlie Brown Jr desde 2005 eram contratados", disse.
Outros problemas
Chorão não deixou apenas uma dívida com a EMI, de acordo com Alexandre. Outros problemas jurídicos permaneceram mesmo após a morte do cantor, em 2013.
"Não só dívida de advanced da EMI. A gente paga todos os problemas jurídicos. Porque o Charlie Brown tem problemas jurídicos da época do meu pai. Tem diversos processos", afirmou.
Por fim, Abrão destacou que não é o responsável por lidar com essa questão diretamente. "Cuido da parte bacana da coisa. Que fica aqui até não sei que horas editando vídeo para entrar no YouTube, no Instagram e no telão do show. A parte do dinheiro, para mim, sinceramente não faz muita diferença", concluiu.
A entrevista completa pode ser lida no site G1.
Charlie Brown Jr: Atritos entre membros da banda e o filho de Chorão
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