Slayer: Kerry King afirma que se não fosse pelo Judas Priest, a banda não existiria
Por Mateus Ribeiro
Postado em 13 de março de 2022
Formado no início dos anos 1980, o Slayer foi, é e sempre será um dos maiores nomes da história do thrash metal. O quarteto, que ficou em atividade por quase 40 anos, lançou discos que mudaram para sempre a história do estilo, com destaque para o magnífico "Reign In Blood", lançado em outubro de 1986.
Antes de se tornar influência para a maioria das bandas de metal extremo, o Slayer foi influenciado por gigantes da música, com destaque especial para um certo quinteto britânico. O guitarrista Kerry King falou sobre o tema durante recente entrevista concedida à revista Rolling Stone.
Kerry King, que permaneceu no Slayer de 1981 até 219, rasgou elogiou ao Judas Priest, uma das principais responsáveis por ele ter ingressado no mundo do metal. "Depois de ouvi-los no rádio, eu estava na onda do Judas Priest. Comprei o ‘British Steel’ [álbum lançado em 1980] e encontrei as verdadeiras ‘músicas de metal’ do disco, não os sucessos de rádio. E eu fiquei tipo, ‘Uau, eu definitivamente tenho que fazer alguma lição de casa sobre isso’. Então, eu provavelmente comprei o álbum ao vivo ‘Unleashed In The East’ [1979] primeiro, porque esse era o disco mais recente, e depois ‘Hell Bent For Leather’ [1978], ‘Stained Class’ [1978] e fui para trás [na ordem da discografia]. Eventualmente, eu consegui todas as coisas [do Judas] e percebi que o Priest era uma banda de metal que estava tentando entrar no mercado dos EUA, fazendo músicas como ‘Living After Midnight’ e ‘Breaking the Law’ – que não são músicas ruins, apenas meu amor pelo Priest vem do aspecto metal. [Os membros do] Priest meio que disseram: ‘Nós somos metal, estamos muito orgulhosos disso e esperamos que vocês também se orgulhem disso’. E isso foi legal para mim. Eu acho que mais do que ninguém, o Judas Priest teve uma participação na percepção do metal".
Em outro trecho da matéria, Kerry relembrou os primeiros dias de Slayer, ao lado de Jeff Hanneman, que foi seu parceiro por mais de 30 anos e faleceu em 2013. "Judas Priest definitivamente inspirou a mim, Jeff [Hanneman] e o Slayer. Se estivéssemos fazendo covers do Priest no começo, ele sempre tocava as partes de guitarra do K.K. [Downing] porque ele era o cara loiro. Eu sempre fazia as partes de Glenn Tipton. Nós tocávamos ‘Breaking The Law’ porque isso é tudo que as pessoas conheciam; se você é uma banda cover, você tem que tocar músicas que as pessoas conhecem (...). Tocamos um monte de coisas antigas; fizemos ‘Hell Bent For Leather’ e alguma coisa de ‘Stained Class’. ‘Beyond The Realms Of Death’, desse álbum, é meu solo de guitarra favorito de Glenn Tipton de todos os tempos; eu simplesmente amo o feeling daquele solo. Nunca a tocamos ao vivo, mas garanto a vocês, tocamos metade dela no ensaio só porque adoramos".
Kerry ainda cravou que se não fosse pelo Judas Priest, o Slayer não existiria. "É uma afirmação justa dizer que não haveria Slayer sem Priest. Eu não acho que Priest foi nossa única inspiração, mas acho que é uma afirmação justa. Se eu nunca tivesse ouvido o hit ‘Breaking The Law’ no rádio, eu nunca poderia ter feito a lição de casa e isso poderia não ter me enviado na direção em que fui".
O Slayer foi formado em 1981, por Kerry King (guitarra), Jeff Hanneman (guitarra), Tom Araya (baixo/vocal) e Dave Lombardo. A banda lançou onze álbuns de estúdio e encerrou suas atividades em novembro de 2019.
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