Rafael Bittencourt se sentiu traído e cancelado após saída de Edu Falaschi
Por Gustavo Maiato
Postado em 11 de maio de 2022
O guitarrista Rafael Bittencourt participou do podcast Monark Talks e comentou sobre os motivos que levaram o vocalista Edu Falaschi a deixar o Angra em 2011. Segundo Bittencourt, a relação começou a apresentar problemas após o Rock in Rio daquele ano.
"Não consigo explicar o motivo pelo qual o Edu Falaschi saiu do Angra. A relação começou a ficar ruim no fim das contas. Ele teve problemas com a voz, aí fizemos um Rock in Rio que não foi tão legal. Tinha uma pressão da gravadora para fazer isso. Só a banda podia tomar uma atitude, quem tinha que ser enérgico e pulso firme éramos nós. Isso foi deixando-o fragilizado. Foi um redemoinho de eventos que no fim gerou isso", disse.
Em seguida, Rafael Bittencourt disse que sempre admirou muito Edu Falaschi e disse que um dos principais problemas entre os dois é a falta de comunicação.
"Ele saiu em 2011 e permanecemos amigos. Sempre admirei muito, tinha uma amizade real. Outros eventos com má comunicação foram atrapalhando nossa amizade. Hoje, nossa amizade foi comprometida. Deu uma esfriada. Senti um vazio pessoal, sabe? O ressentimento que carreguei foi no plano pessoal e não profissional. Me senti traído na amizade, não por questões profissionais, isso é o de menos. O problema é perceber que não existe mais um laço de amizade. Percebi isso depois dele. Tenho essa impressão. A má comunicação deve ter resultado em um afastamento", explicou.
Por fim, Bittencourt afirmou que gostaria de se reconciliar com Falaschi e entende que os dois estão errados na situação.
"Muita coisa aconteceu na minha vida e na dele. Essa treta começou em 2017 e se estendeu para a pandemia. Foi muito duro, nem sabia que existia uma onda grande de cancelamento. Fui muito cancelado pelos fãs do Angra por conta de coisas que estavam sendo ditas. Ele colocou uma perspectiva dos fatos de um jeito que as pessoas pegaram como verdade e isso me magoou. Não é bem assim, passei um tempo quieto, mas quem cala consente. Meu silêncio estava endossando uma verdade que foi sendo cultivada. Quando resolvi me defender, só piorou. Não adianta o monstro sair da caverna com a bandeira da paz. Continua sendo monstro. Claro que os fãs se dividiram, foi algo chato e infantil. Agora, é o momento para retomar e cultivar esse laço. Com a pandemia, percebi que não quero ter coisas mal resolvidas com pessoas que importam para mim. Por muito tempo, pensei que ele não importava, mas é uma negação. Ele importa sim. Queria que ele me ouvisse, não acho legal nós ficarmos velhos e morrermos ruminando nossa própria verdade. Se magoou os dois, é porque nenhum dos dois está certo", concluiu.
Confira o episódio completo aqui.
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