A banda brasileira que foi o "mais próximo da beatlemania", segundo Luiz Felipe Carneiro
Por Gustavo Maiato
Postado em 19 de julho de 2022
O youtuber e jornalista Luiz Felipe Carneiro, do canal Alta Fidelidade, soltou um vídeo em que comenta aspectos sobre o disco clássico "Revoluções Por Minuto", álbum de estreia do RPM lançado em 1985.
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Os primórdios do RPM
"Paulo Ricardo e Luiz Schiavon se conheceram por acaso e montaram uma banda de jazz, que não deu em nada. Depois, fizeram uma banda de rock progressivo chamada Aura, mas eles nunca estavam satisfeitos e não gravaram nada. O Paulo Ricardo foi para a França com sua namorada, depois se separou e foi para Londres. Trabalhou como crítico musical, escutou os discos e retomou o contato com o Schiavon. Retornando ao Brasil, surgiu a ideia de montar uma banda no estilo new romantic, que fazia sucesso na Inglaterra. Recrutaram o guitarrista Fernando Deluqui e o baterista Moreno Júnior, de 15 anos de idade".
A troca do baterista
"Nesse momento, escreveram ‘Olhar 43’ e ‘Revoluções Por Minuto’, sem terem noção do que elas se transformariam. Foram gravadas em um compacto, mas a gravadora CBS achou pouco comercial. No ano seguinte, eles mudariam de ideia e contratariam a banda. ‘Louras Geladas’ então estourou. Isso foi entre 1984 e 1985. O baterista então saiu, entrou o Charles Gavin de maneira relâmpago, aí veio depois o Paulo Pagni, que entrou durante as gravações do disco. Por isso ele não aparece na capa".
O sucesso inesperado
"O álbum chegou em junho de 1985 com o lado A repleto de sucessos e o lado B mais sombrio. A gravadora imaginava vender 20 mil cópias e vendeu, de cara, 600 mil cópias. É um som que lembra o rock progressivo, mas vai para o pop também. Foram pelo menos 5 sucessos de cara. Tinha muito sintetizador e as letras inteligentes do Paulo Ricardo. Virou febre nacional, estavam toda hora na televisão".
O papel de Ney Matogrosso e Manoel Poladian: nova "beatlemania"
"O Ney Matogrosso falou para seu empresário Manoel Poladian que o RPM era uma mina de ouro. Aí ele entrou na jogada. Até 1987 foram 270 shows para um público de mais de 2 milhões de pessoas. A direção era do Ney e os quatro RPMs viraram rockstars. Em Belém, a banda só podia andar de carro blindado. Os fãs tentaram invadir o hotel pelo telhado. No Recife, 2 mil pessoas recepcionaram o conjunto no aeroporto. Em Brasília, o ônibus da banda foi virado de pernas para o ar pelos fãs. Provavelmente, foi o mais próximo de uma beatlemania que o Brasil teve".
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