Angra: a diferença entre "Fireworks" e "Rebirth", segundo Rafael Bittencourt
Por Igor Miranda
Postado em 05 de julho de 2022
Além da evidente mudança de integrantes entre o terceiro e o quarto álbum do Angra, respectivamente "Fireworks" (1998) e "Rebirth" (2001), há uma diferença de proposta musical muito evidente. Em entrevista a Carlos Rollsing para a GaúchaZH, o guitarrista Rafael Bittencourt refletiu sobre ambos os trabalhos.
"Fireworks", vale lembrar, foi o último disco da banda com o vocalista Andre Matos e o baixista Luís Mariutti, além de marcar a despedida do baterista Ricardo Confessori até seu retorno entre 2009 e 2014. "Rebirth", na sequência, trouxe o grupo todo reformulado - Bittencourt e o também guitarrista Kiko Loureiro gravaram ao lado de Edu Falaschi (voz), Felipe Andreoli (baixo) e Aquiles Priester (bateria).
Antes de comparar os dois álbuns, Rafael destacou a força de "Rebirth" enquanto trabalho completo. O disco está sendo tocado na íntegra em uma turnê que celebra seus 20 anos de lançamento. O giro será concluído neste mês de julho, com promessa de novas datas para dezembro.
"Primeiramente, ('Rebirth') mostrou a força da banda, independente da formação. Hoje nós já estamos na terceira formação e a banda tem um carinho muito grande dos fãs. A maioria das pessoas entende que é importante a permanência do Angra no cenário. Na época, provamos que, mesmo sem boa parte da banda, conseguimos sobreviver a essas intempéries. Foi também uma injeção de confiança para mim e o Kiko à época. Nós estávamos muito desanimados. E, quando houve a aceitação do público, pudemos ter motivação para continuar", afirmou.
Em seguida, Bittencourt destacou que "Rebirth" buscava resgatar o projeto artístico original do Angra - algo que havia sido deixado de lado em "Fireworks".
"Teve toda essa história de superação, mas também o 'Rebirth' foi um resgate da ideia original da banda. Um álbum antes, o 'Fireworks', a gente estava experimentando outras coisas. No 'Rebirth', resgatamos a ideia original do power metal com influências das músicas erudita e brasileira", disse.
O entrevistador, então, comentou que "Fireworks" tenha "talvez sido ma coisa mais rápida e pesada". Em resposta, o guitarrista refleriu sobre como o terceiro disco da banda teve a ideia de exaltar as influências dos músicos, com referências ao rock clássico e heavy metal tradicional.
"O 'Fireworks' foi, na verdade, uma celebração aos nossos próprios ídolos. Fizemos um resgate das nossas influências. Uma celebração ao Led Zeppelin, The Who, Pink Floyd, Iron Maiden. Bandas que foram importantes na nossa formação e a gente procurou homenagear da nossa maneira, se inspirando num rock mais clássico para fazer o álbum", declarou.
A entrevista completa pode ser lida no site da GaúchaZH. A agenda de shows da turnê dos 20 anos de "Rebirth" pode ser acessada abaixo.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As quatro melhores músicas do Led Zeppelin, segundo Robert Plant
A melhor música de rock progressivo de todos os tempos, segundo os leitores da Prog
Com ex-Nirvana na bateria, Sleep anuncia nova formação
O maior álbum do Queen para Chad Smith; "Eu sempre aumento o volume"
Alissa White-Gluz mantém Blue Medusa como prioridade mesmo no Dragonforce
A música do Slayer que soa como Iron Maiden em alta velocidade, segundo a Kerrang!
O maior baixista de todos os tempos, de acordo com Lemmy
A banda punk que Bono considera a melhor de todos os tempos
O músico que The Edge, do U2, gostaria de encontrar no céu
Assista o show completo do Sepultura no Hellfest 2026, na França
Por que Nina Simone dizia que os Beatles tiveram sorte; "não são excepcionalmente talentosos"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
Hellfest restringe álcool e desaconselha levar crianças no fim do festival
Jeff Walker queria destruir disco do Slayer com a estreia do Carcass
Rammstein registra novas músicas e deixa fãs na expectativa

As Cinco Melhores Músicas de Andre Matos - Parte 1
O que difere Edu Falaschi dos outros cantores que o Angra já teve, segundo Eric Martin
Edu Falaschi conta como a reaproximação com Angra o levou ao Masters of Voices
Angra confirma primeiro show da carreira na China
Os 10 momentos mais impactantes e fundamentais do metal nacional
Fabio Lione homenageia Andre Matos e alfineta: "ninho de cobra que conhecemos bem"
A reflexão de um cantor italiano de metal sobre Angra com Fabio Lione e Andre Matos
A cena repugnante que o Angra presenciou em ônibus da turnê, segundo Ricardo Confessori
Produtor que vive nos EUA explica como Angra e Sepultura são percebidos por americanos
Fernanda Lira e Rafael Bittencourt dão a real sobre os haters da internet


