Robert Smith comenta o sexto álbum do The Cure, "The Head on the Door"
Por André Garcia
Postado em 19 de agosto de 2022
O The Cure surgiu com "Three Imaginary Boys" (1979), fazendo um post punk que soava pop e ingênuo. Nos álbuns seguintes, "Seventeen Seconds" (1980), "Faith" (1981) e "Pornography" (1982), a coisa ficou cada vez mais pesada, fúnebre e deprimente. Já "The Top" (1984) foi gravado por Robert Smith quase que sozinho, e criativamente esgotado, afinal, em paralelo a sua banda, ele tocava também com Siouxsie and the Banshees e ainda fez o projeto paralelo Glove.
Cure - Mais Novidades
Após ter a confiança abalada pelas duras críticas recebidas por "The Top", Smith decidiu se dedicar exclusivamente ao The Cure. Em nova e renovada formação, como quinteto eles seguiram outro caminho com "The Head on the Door" (1985), que emplacou hits como "Close to Me" nas rádios e na MTV.
"Durante as demos de 'The Head on the Door', eu sabia que aquela era a banda", contou o vocalista para a Rolling Stone. "O disco tem um frescor realmente fantástico, e foi um ambiente muito agradável. Todas as namoradas se davam bem, e a banda se tornou muito mais como uma família. Aquela velha mentalidade de gangue estava perdendo a graça. Naquela época eu estava com 25 anos, e percebi que precisava crescer um pouco."
"Eu comprei um bom violão de aço de seis cordas, e assim que peguei ele, comecei a tocar os acordes de 'In Between Days'. Eu nunca tinha me importado de tocar um, porque eu nunca tinha tido um que prestasse. Porl [Thompson] sempre foi um grande guitarrista e Boris [Williams] era um baterista extraordinário. Nós jamais poderíamos ter tentado fazer "Six Different Ways" antes, porque nunca tivemos um baterista que conseguisse tocar no compasso 6/8. Era um ótimo sentimento estar naquela banda. Eu pensava: 'Deus, nós conseguimos improvisar!'"
"Muitas das letras sugiram de conversas esquisitas que tínhamos no estúdio. Tivemos uma discussão factual sobre quantas maneiras diferentes existem de esfolar um gato. A bobeira daquilo era impressionante [risos]! Aí alguém disse 'há com certezas seis maneiras'. E pareceu um bom título, por causa do compasso 6/8."
"A MTV transmitia boletins de hora em hora, tipo: 'Sim, é verdade, ele cortou o cabelo!' Eu pensava 'Eles estão falando sério ou é brincadeira?' Por mais que eu não goste da minha aparência a maior parte do tempo, eu acho que fico mais horroroso ainda com o cabelo curto. Eu fiz aquilo naquela turnê porque estava cansado [da mídia falando apenas sobre] 'cabelo e batom, cabelo e batom'..."
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



"Obedeço à lei, mas não, não sou de direita", afirma Dave Mustaine
As duas músicas do Metallica que Hetfield admite agora em 2026 que dão trabalho ao vivo
Registro do último show de Mike Portnoy antes da saída do Dream Theater será lançado em março
A banda que faz Lars Ulrich se sentir como um adolescente
25 bandas de rock dos anos 1980 que poderiam ter sido maiores, segundo o Loudwire
Alter Bridge, um novo recomeço
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
A resposta de Rafael Bittencourt sobre se haverá novo álbum do Angra com Alírio Netto
"Morbid Angel é mais progressivo que Dream Theater", diz baixista do Amorphis
Clemente reaparece após problema de saúde e agradece mobilização pública
O guitarrista que Dave Grohl colocou acima de Jimi Hendrix, e que Brian May exaltou
O riff definitivo do hard rock, na opinião de Lars Ulrich, baterista do Metallica
O clássico que é como o "Stairway to Heaven" do Van Halen, segundo Sammy Hagar
As melhores músicas de heavy metal de cada ano, de 1970 a 2025, segundo o Loudwire

Como Pink Floyd entrou nas influências que mudaram o som do The Cure, segundo Robert Smith
A banda que Robert Smith do The Cure disse ter perdido completamente o sentido do rock
A banda de rock que Robert Smith odeia muito: "Eu desprezo tudo o que eles já fizeram"
Perry Bamonte, guitarrista e tecladista do The Cure, morre aos 65 anos
O curioso motivo que leva Robert Smith a ser fã de Jimi Hendrix e David Bowie ao mesmo tempo
Edgard Scandurra conta como odiou o som de um show do The Cure e como as coisas melhoraram


