Jason Newsted conta o que ele tinha como baixista que faltava a Cliff Burton
Por André Garcia
Postado em 27 de abril de 2023
Segundo Jason Newsted, sua entrada no Metallica ofereceu à sonoridade da banda um baixo mais preciso e definido. O motivo é o fato de que ele tocava com palheta, enquanto Cliff Burton tocava com os dedos.
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Desde sempre, quando Newsted dá entrevista, é difícil evitar que em algum momento sua passagem pelo Metallica (de 1986 a 2001) entre em pauta. E não foi diferente com a Guitar World, para a qual ele recentemente comentou sobre como tocar com palheta o diferenciou de ser antecessor.
"Sempre [toquei baixo com palheta]. Quando comecei, era a maneira mais confortável de tocar, então ficou assim. Só que, ao longo do caminho, as pessoas me incomodavam com isso 'Quando você vai virar um baixista de verdade?' Eu até posso tocar com os dedos, mas se eu não tivesse aprendido a tocar com uma palheta, acho que meu jeito de tocar não teria sido tão decisivo (ou eficaz) para o Metallica."
"[Cliff Burton tocava com os dedos], e ele foi um músico fora de série, que tinha um som grave grandioso ao vivo. Sem contar que era um baita solista — era sua especialidade. Com todo o respeito a Cliff, acredito que meu estilo de tocar com palheta trouxe uma nova precisão e força ao Metallica. O som de Cliff não era muito definido, principalmente na parte mais baixa do braço. Conforme fui melhorando minha técnica de palhetada, o Metallica foi ficando uma banda mais coesa: tanto nas notas graves quanto nas agudas", concluiu.
No mundo do rock, uma das situações mais complicadas que um músico pode passar é substituir alguém icônico e muito querido pelos fãs. E poucos sofreram mais na pele que isso do que Jason Newsted, que, para piorar, ainda era constantemente humilhado pelos próprios colegas de banda. Apesar dos pesares, ele esteve com o Metallica nos bons momentos, como o sucesso estratosférico do "Black Album" (1991); e nos maus momentos, como o fiasco da dobradinha "Load" (1996) e "Reload" (1997).
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