A opinião de Roger Waters sobre o Radiohead em seu auge criativo
Por André Garcia
Postado em 27 de maio de 2023
No começo dos anos 2000, Roger Waters deu sua opinião sobre o Radiohead. O baixista declarou ter "curtido bastante" o álbum "OK Computer" (1997), mas não curtiu o rumo seguido pela banda em "Amnesiac" (2001).
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Entre o final da década de 90 e começo dos anos 2000 parecia não haver banda maior e mais importante do que o Radiohead. Não foram poucos os críticos que a definiram como "O Pink Floyd de sua geração". Após revolucionar o rock com sua neo progressiva obra-prima "OK Computer", Thom Yorke e companhia deram uma guinada para uma sonoridade ainda mais eletrônica e experimental com "Kid A" e "Amnesiac" — e novamente revolucionaram o rock.
Em 2002, Waters deu uma entrevista para a Rolling Stone, onde ele foi questionado sobre a banda:
Você já ouviu Radiohead?
Meu filho Harry me deu o 'OK Computer'. Eu curti bastante! Pensei que teria só umas duas ou três músicas realmente boas. Aí então um amigo me deu um disco mais recente, um que tem um troço vermelho [na capa]. Não lembro nem o nome…
"Amnesiac"?
Isso, "Amnesiac". Aquele eu não acompanhei, devo confessar. Ouvi uma vez no carro e pensei: "Bacana, mas não dá para mim não…" Sabe, [fiquei pensando, tipo] "Cadê meu Neil Young? Cadê meus discos de John Lennon?"
"Dark Side of the Moon" e "The Wall" até hoje ainda vendem mais cópias por semana do que metade das bandas que cobrimos para a revista. Você sabe dizer o motivo?
Por anos e anos e anos eu não conseguia responder a essa pergunta, porque era algo tão surpreendente… Você pode descrever ambos da mesma forma, creio eu: são muito bem produzidos e coesos, e têm algumas músicas realmente boas. E ambos — especialmente "Dark Side of the Moon" — estão sujeitos a serem ingênuos em sua ligação com algumas crenças fundamentais básicas. É muito difícil escrever "Respire, respire o ar, não tenha medo de se importar" sem as pessoas dizerem "Ah, sai daí, arrombado [risos]!" E acho que é a isso que o Radiohead e outras bandas estão se conectando. Há uma pureza naqueles discos. As pessoas compram discos quando atingem a puberdade, quando se torna importante para nós nos conectarmos a ideias. É por isso que as pessoas ainda compram [o livro] O Apanhador no Campo de Centeio: para nos ajudar a descobrir como pensamos.
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