Como Paulo Miklos analisa hoje o profundo impacto da saída de Arnaldo Antunes dos Titãs
Por Gustavo Maiato
Postado em 18 de junho de 2024
Morre Phil Campbell, guitarrista que integrou o Motörhead por mais de 30 anos
Entre os álbuns "Tudo ao Mesmo Tempo Agora" (1991) e "Titanomaquia" (1993) o cantor e compositor Arnaldo Antunes resolveu deixar os Titãs. Esse movimento impactou muito a banda de rock paulista. Em entrevista ao Roda Viva, Paulo Miklos contou como foi o impacto dessa ausência, que ele considerou como se uma ilusão tivesse sido quebrada.
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"A primeira saída, que foi a do Arnaldo Antunes, foi um negócio que eu senti bastante. Para mim, eu tinha uma ilusão de que seria algo para sempre. Ali, quebrou alguma coisa. Pensei: ‘Mas pode sair?’ [risos]. Vamos ver se resolvemos, depois de tanta discussão e de uma dinâmica tão interessante que sempre vivemos juntos.
Uma coisa interessante é que há aquele conceito de coletivo. Nós éramos um coletivo de compositores. Ouvi esse termo uma vez e pensei: ‘Nós sempre fomos isso’. Nos encontramos na escola e começamos a compor. Esse foi o começo. Essas saídas eram uma coisa já programada, porque eram muitos talentos reunidos".
Em outra oportunidade, Arnaldo refletiu sobre o ocorrido: "Naquela época, comecei a migrar para um projeto solo todas as composições que não se encaixavam no repertório dos Titãs", explicou Arnaldo Antunes. "Dentro da banda, tudo era discutido e votado. Éramos oito compositores, e cada um acabava sendo um crítico em relação ao trabalho do outro.
Era necessário dar o máximo de si para agradar a todos e emplacar uma música nos discos. No entanto, grande parte do que eu produzia não se encaixava nesse consenso. Foi então que decidi migrar para a carreira solo, buscando um espaço de liberdade. Não deixaria os Titãs para formar outra banda de rock! Se eu quisesse continuar no mesmo estilo, teria permanecido na banda. Minha intenção era realmente marcar essa diferença".
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