Keith Richards mostrou uma arma ao autor de biografia não-autorizada dos Stones
Por Morena Matsumori
Postado em 19 de setembro de 2024
Morre Phil Campbell, guitarrista que integrou o Motörhead por mais de 30 anos
Entre as diversas biografias sobre os Rolling Stones e seus integrantes, poucas causaram tanto impacto quanto "Up and Down with the Rolling Stones", que chegou este ano ao Brasil com o título "Eu Fui Traficante do Keith Richards". Lançado originalmente em 1979, o livro do fotógrafo Tony Sanchez se destaca por suas histórias rocambolescas de quando viveu junto com a banda, acompanhando a intimidade, as turnês e as gravações de álbuns que se tornariam clássicos dos Stones.
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Em uma entrevista de 1981, o guitarrista Keith Richards disse que, depois da publicação do livro, chegou a mostrar uma arma a Sanchez, mas confirmou que os relatos descritos na obra eram verdadeiros. Essa revelação, junto com o conteúdo controverso do livro, ajudou a cimentar sua reputação como uma das biografias mais polêmicas do rock.
Na entrevista à revista Rolling Stone, Keith Richards disse a respeito da biografia não-autorizada escrita por Sanchez: "Eu não consegui ler tudo porque meus olhos lacrimejavam de tanto rir, mas o esquema básico da história — 'ele fez isso, ele fez aquilo' — é verdade". Segundo Richards, apesar da veracidade dos eventos descritos, o livro é como "os Contos dos Irmãos Grimm — com ênfase no 'grim' [sombrio]". Veja a entrevista original no link abaixo.
— Você viu Sanchez desde que o livro foi lançado? — perguntou o repórter Kurt Loder, da Rolling Stone.
— Sim, há alguns anos — respondeu Keith Richards.
— Você deu um soco nele ou algo assim?
— Não. Eu mostrei a ele uma nova arma que eu tinha comprado. Não o vi desde então — disse Richards.
Tony Sanchez, que morreu em 2000, foi um personagem crucial nos bastidores do mundo do rock. Inglês filho de espanhóis, Sanchez atuou como fotógrafo, guarda-costas e uma espécie de faz-tudo dos Rolling Stones nos anos 1960 e 1970, justamente a época mais criativa e importante da banda de Richards, Mick Jagger e Brian Jones, quando lançaram clássicos como "Let It Bleed" (1969), "Sticky Fingers" (1971) e "Exile on Main St." (1972).
"Massagear seus egos atendendo os pedidos mais absurdos possíveis e alimentá-los com quantidades retumbantes de drogas eram parte de suas atribuições", diz o site da Editora Sapopemba, que lançou "Eu fui traficante do Keith Richards" pela primeira vez no Brasil, suprindo uma inexplicável lacuna de 45 anos desde publicação original. Veja a sinopse do livro.
Para os interessados em conhecer a fundo a vida dos Stones e a história da música no século 20, "Eu fui traficante do Keith Richards" é uma leitura essencial, proporcionando uma visão sem filtros do mundo do rock durante suas fases mais turbulentas.
Com a publicação deste livro, os leitores brasileiros têm agora a oportunidade de vivenciar os altos e baixos da vida ao lado dos Rolling Stones através dos olhos de um dos personagens mais enigmáticos do rock and roll.
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