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O maior frontman de todos os tempos para Ozzy Osbourne; "é Deus pra mim"

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Postado em 30 de novembro de 2025

Antes de virar referência de terror sonoro com o Black Sabbath, Ozzy Osbourne cresceu assistindo outra turma definir o que era ser "ameaçador" no rock. Ele viu Beatles e Kinks ficarem pesados em estúdio, mas quem passava a sensação de banda perigosa, daqueles que pareciam ter saído de um beco escuro de Londres, eram os Rolling Stones. E, no centro de tudo, estava um vocalista que mudaria a régua de presença de palco para toda uma geração.

Em uma entrevista dos anos oitenta resgatada pela Far Out, Ozzy não poupou elogios para o vocalista dos Stones: "Mick Jagger, o maior de todos os frontmen que eu já vi na minha vida. Eu nunca o conheci - eu não sou um desses rock and rollers que vai para esses clubes de merda e toda essa porcaria. Mick Jagger é Deus pra mim. Eu vi os Stones em Dallas, ou algo assim, e o show em si foi uma merda, mas o Jagger tem o melhor carisma do mundo."

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Foto: Reprodução
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O fascínio faz sentido quando se volta para o contexto da época. Quando o primeiro disco do Sabbath chegou às lojas, o que o público tinha como parâmetro de "som pesado" vinha de faixas como "You Really Got Me" e "All Day and All of the Night", do Kinks, ou de momentos específicos de bandas como o próprio Led Zeppelin. Já os Stones carregavam outra aura: não eram apenas mais altos ou mais distorcidos, era a impressão de que algo podia sair do controle a qualquer minuto - e Jagger era a cara dessa sensação.

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Parte disso vinha da maneira como ele ocupava o palco. Mesmo quando cantava algo mais contido, tipo uma balada, Jagger se movimentava como se estivesse falando com o último fã lá no fundo do estádio. Há ecos de James Brown, Tina Turner e de antigos cantores de soul na forma como ele dança, acelera e desacelera, controla o tempo da banda e mantém o público ligado durante a música inteira. Para alguém como Ozzy, que na época ainda estava assumindo o próprio lugar no rock, aquilo era praticamente um manual vivo de como comandar uma plateia.

O vocalista do Sabbath não tentou copiar os movimentos de Jagger. O "jeito Ozzy" veio de outro lugar: de andar de um lado para o outro como se estivesse em transe, apontar, acenar, puxar palmas, repetir frases e incendiar o público mais pela energia estranha do que pela elegância dos passos. Mesmo assim, dá para perceber traços da escola Jagger ali, no sentido da ideia de que o cantor precisa conversar com o público o tempo todo, seja falando forte, seja apenas encarando as primeiras fileiras como se estivesse testando a reação de cada um.

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Quando se olha para a história dos dois, a linha fica clara. Jagger abriu a porta para um tipo de frontman que não ficava parado atrás do microfone e transformava a apresentação em algo quase teatral, misturando rock, blues, soul e um quê de performance física. Ozzy pegou esse conceito e levou para outro extremo: em vez de apenas parecer perigoso, passou a brincar com crucifixos, morcegos, cruzes gigantes e um som que soava realmente sombrio para os padrões da época.

No fim, a admiração que Ozzy mostra em relação a Mick Jagger ajuda a entender melhor a própria trajetória dele. Mesmo tendo virado um dos frontmen mais marcantes do metal, ele continua enxergando o vocalista dos Rolling Stones como "Deus" em matéria de carisma. Para quem acompanha essas histórias de fora, fica o registro: antes de inventar o "Príncipe das Trevas" do Sabbath, Ozzy passou um bom tempo observando o que acontecia quando Jagger entrava no palco, e decidiu que, a partir dali, um cantor de rock nunca mais poderia ser apenas "mais um" na frente da banda.

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Sobre Bruce William

Quando Socram chegou no Whiplash.net era tudo mato, JPA lhe entregou uma foice e disse "go ahead!". Usou vários nomes, chegou a hora do "verdadeiro". Nunca teve pretensão de se dizer jornalista, no máximo historiador do rock, já que é formado na área. Continua apaixonado por uma Fuchsbau, que fica mais linda a cada dia que passa ♥. Na foto com a Melody, que já virou estrelinha...
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