RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas


Outras Matérias em Destaque

Os 5 melhores álbuns de grunge dos anos 1980, segundo a Loudwire

A banda que mistura Black Sabbath com afrobeat que não sai do ouvido de André Barcinski

Como Charlie Benante conseguiu sua vaga no Anthrax, segundo Scott Ian

A canção pop com "virada de bateria" que Ozzy Osbourne achava o máximo da história da música

A curiosa mensagem em código Morse que o Dream Theater "escondeu" em "In the Name of God"

Benediction confirma show em São Paulo para outubro

Cinco curiosidades sobre o In Flames, destaque do Bangers Open Air 2026

John Bush afirma que novo disco do Armored Saint é "matador"

O legado que Jimmy Page gostaria de deixar para a história; "É isso que importa de verdade"

O baixista que, para Geddy Lee, está acima de Paul McCartney - e que o próprio Paul não nega

Por que o Pink Floyd recusou proposta de US$ 250 milhões por reunião?

O clássico do thrash metal que fez Prika Amaral, da Nervosa, querer tocar guitarra

Ken Susi (ex-As I Lay Dying e Unearth) é o novo guitarrista do All That Remains

Por quantos segundos cada título de música do Metallica é cantado em sua própria letra?

O álbum dos Beatles que George Martin dizia não fazer sentido


Stamp
Bangers Open Air

O maior frontman de todos os tempos para Ozzy Osbourne; "é Deus pra mim"

Por
Postado em 30 de novembro de 2025

Antes de virar referência de terror sonoro com o Black Sabbath, Ozzy Osbourne cresceu assistindo outra turma definir o que era ser "ameaçador" no rock. Ele viu Beatles e Kinks ficarem pesados em estúdio, mas quem passava a sensação de banda perigosa, daqueles que pareciam ter saído de um beco escuro de Londres, eram os Rolling Stones. E, no centro de tudo, estava um vocalista que mudaria a régua de presença de palco para toda uma geração.

Em uma entrevista dos anos oitenta resgatada pela Far Out, Ozzy não poupou elogios para o vocalista dos Stones: "Mick Jagger, o maior de todos os frontmen que eu já vi na minha vida. Eu nunca o conheci - eu não sou um desses rock and rollers que vai para esses clubes de merda e toda essa porcaria. Mick Jagger é Deus pra mim. Eu vi os Stones em Dallas, ou algo assim, e o show em si foi uma merda, mas o Jagger tem o melhor carisma do mundo."

Ozzy Osbourne - Mais Novidades

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - CLI
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O fascínio faz sentido quando se volta para o contexto da época. Quando o primeiro disco do Sabbath chegou às lojas, o que o público tinha como parâmetro de "som pesado" vinha de faixas como "You Really Got Me" e "All Day and All of the Night", do Kinks, ou de momentos específicos de bandas como o próprio Led Zeppelin. Já os Stones carregavam outra aura: não eram apenas mais altos ou mais distorcidos, era a impressão de que algo podia sair do controle a qualquer minuto - e Jagger era a cara dessa sensação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - GOO
Anunciar no Whiplash.Net Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Parte disso vinha da maneira como ele ocupava o palco. Mesmo quando cantava algo mais contido, tipo uma balada, Jagger se movimentava como se estivesse falando com o último fã lá no fundo do estádio. Há ecos de James Brown, Tina Turner e de antigos cantores de soul na forma como ele dança, acelera e desacelera, controla o tempo da banda e mantém o público ligado durante a música inteira. Para alguém como Ozzy, que na época ainda estava assumindo o próprio lugar no rock, aquilo era praticamente um manual vivo de como comandar uma plateia.

O vocalista do Sabbath não tentou copiar os movimentos de Jagger. O "jeito Ozzy" veio de outro lugar: de andar de um lado para o outro como se estivesse em transe, apontar, acenar, puxar palmas, repetir frases e incendiar o público mais pela energia estranha do que pela elegância dos passos. Mesmo assim, dá para perceber traços da escola Jagger ali, no sentido da ideia de que o cantor precisa conversar com o público o tempo todo, seja falando forte, seja apenas encarando as primeiras fileiras como se estivesse testando a reação de cada um.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - CLI
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Quando se olha para a história dos dois, a linha fica clara. Jagger abriu a porta para um tipo de frontman que não ficava parado atrás do microfone e transformava a apresentação em algo quase teatral, misturando rock, blues, soul e um quê de performance física. Ozzy pegou esse conceito e levou para outro extremo: em vez de apenas parecer perigoso, passou a brincar com crucifixos, morcegos, cruzes gigantes e um som que soava realmente sombrio para os padrões da época.

No fim, a admiração que Ozzy mostra em relação a Mick Jagger ajuda a entender melhor a própria trajetória dele. Mesmo tendo virado um dos frontmen mais marcantes do metal, ele continua enxergando o vocalista dos Rolling Stones como "Deus" em matéria de carisma. Para quem acompanha essas histórias de fora, fica o registro: antes de inventar o "Príncipe das Trevas" do Sabbath, Ozzy passou um bom tempo observando o que acontecia quando Jagger entrava no palco, e decidiu que, a partir dali, um cantor de rock nunca mais poderia ser apenas "mais um" na frente da banda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - GOO
Anunciar no Whiplash.Net Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal
Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsAppCompartilhar no Twitter

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps


Dish Carpens


publicidadeRogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Sobre Bruce William

Quando Socram chegou no Whiplash.net era tudo mato, JPA lhe entregou uma foice e disse "go ahead!". Usou vários nomes, chegou a hora do "verdadeiro". Nunca teve pretensão de se dizer jornalista, no máximo historiador do rock, já que é formado na área. Continua apaixonado por uma Fuchsbau, que fica mais linda a cada dia que passa ♥. Na foto com a Melody, que já virou estrelinha...
Mais matérias de Bruce William.

 
 
 
 

RECEBA NOVIDADES SOBRE
ROCK E HEAVY METAL
NO WHATSAPP
ANUNCIE NESTE SITE COM
MAIS DE 4 MILHÕES DE
VIEWS POR MÊS