A Importância de Black Sabbath, Deep Purple e Led Zeppelin, segundo Charles Gavin
Por Gustavo Maiato
Postado em 17 de setembro de 2024
O Rock in Rio 2024 recebeu o Deep Purple com seus integrantes septuagenários. Esses senhores formam a única "cozinha rítmica" remanescente da chamada "santíssima trindade do rock britânico" dos anos 70 – ao lado de Black Sabbath e Led Zeppelin – que continua se apresentando ao vivo.
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O ex-baterista dos Titãs, Charles Gavin, falou no Instagram sobre a influência dessas três bandas no cenário musical e em sua própria formação como músico. Segundo ele, nos tempos de colégio, Black Sabbath, Deep Purple e Led Zeppelin eram os pilares do que se chamava de "rock pesado", termo que hoje foi resgatado pela imprensa internacional como "heavy rock". "Cresci e aprendi a tocar bateria ouvindo os discos dessas bandas", relembra Gavin.
Aos olhos de Gavin, o trio Ian Paice, Bill Ward (Black Sabbath) e John Bonham (Led Zeppelin), que trouxe uma sonoridade potente e repleta de groove para o rock, foram verdadeiros mestres para uma geração de músicos.
"Influenciados por jazz, rhythm & blues e big bands, eles nos ensinaram muito sobre técnica e musicalidade", comenta o baterista. Paice, ainda em atividade, Ward, que há tempos não se apresenta com o Sabbath, e Bonham, falecido em 1980, formam a base rítmica que moldou o hard rock e o heavy metal.
Gavin destaca que o impacto dessas bandas não se resume a seus álbuns clássicos, como "Machine Head" (1972) e "Made in Japan" (1972), do Deep Purple, mas também a como eles criaram as fundações de estilos que seriam desenvolvidos nas décadas seguintes. "De suas gravações e shows saíram as bases para o hard rock, o heavy metal e seus desmembramentos", afirma.
A presença de Paice e Glover no Rock in Rio 2024 é um lembrete do legado dessas bandas. "Resumir a importância deles é uma tarefa árdua, talvez impossível", reflete Gavin, destacando que eles continuam a inspirar novas gerações de músicos e fãs.
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