Youtuber explica como foram todas as saídas de todos os integrantes do Titãs
Por Gustavo Maiato
Postado em 24 de novembro de 2025
A história dos Titãs sempre foi marcada por reinvenção, trocas de direção e uma resiliência quase improvável para uma banda que começou com nove integrantes e, ao longo do caminho, viu praticamente todos se dispersarem.
O youtuber Julio Ettore, conhecido por vídeos detalhados sobre rock nacional, resgatou essa cronologia turbulenta em uma longa retrospectiva publicada em seu canal, explicando, com riqueza de detalhes, como ocorreram todas as saídas de membros do grupo paulistano. O resultado é um mergulho profundo em 40 anos de convivência, atritos, amadurecimento e rupturas dolorosas - algumas pacíficas, outras nem tanto.

Ettore começa lembrando do primeiro a deixar o barco, ainda em 1981: Nuno Ramos, quando os futuros Titãs ainda eram apenas os "Titãs do Iê-Iê". O artista plástico percebeu cedo que o projeto não seria seu caminho e se afastou antes mesmo da primeira formação tomar forma. A primeira grande crise, porém, veio com Ciro Pessoa, um dos idealizadores do grupo e voz de "Sonífera Ilha". Segundo Ettore, o cantor tentou assumir a liderança, criticou rumos musicais, entrou em conflito direto com André Jung e acabou deixando a banda em 1984 após um ultimato que o grupo ignorou.
A saída dos integrantes dos Titãs
A seguir, o vídeo detalha a turbulenta substituição de André Jung por Charles Gavin, no apagar das luzes de 1984. Ettore narra o episódio como um dos momentos mais traumáticos da história dos Titãs: demissão em pleno réveillon, explosão emocional no hotel e o único voto contrário vindo de Nando Reis. Charles assumiu a bateria e permaneceu por décadas, ajudando a consolidar a formação clássica dos anos 80, período em que o grupo viveu sua fase mais criativa e popular.
A saída seguinte foi a de Arnaldo Antunes, em 1992, resultado de desgaste artístico, isolamento crescente e divergências internas. Ettore conta que o poeta anunciou a decisão no estúdio, deixando os colegas em choque. Houve tentativa de recuo, discussões acaloradas sobre letras e liderança simbólica, até que a banda decidiu que Arnaldo deveria seguir seu caminho solo - decisão que, apesar da tensão, não impediu futuras colaborações, como o retorno no "Acústico MTV".
Já a despedida de Nando Reis, em 2002, foi mais longa e dolorosa. O youtuber explica que o baixista vivia um processo de distanciamento desde os anos 90, acumulando frustrações criativas, conflitos de agendas e uma carreira solo cada vez mais bem-sucedida. A morte de Marcelo Fromer e de Cássia Eller agravou a fase emocional. O estopim veio quando os colegas descobriram que ele preparava outro álbum solo sem avisar. Após discussões intensas, o grupo concluiu que a saída era inevitável.
A última grande ruptura abordada por Ettore é a de Paulo Miklos, em 2016. Problemas pessoais, perdas familiares, desgaste artístico e a vontade de seguir na atuação levaram o músico a anunciar sua despedida durante um jantar em Miami. Quase decretando o fim da banda, a fala deu início a uma reflexão interna - até que Sérgio Britto decidiu permanecer e manter o trio ativo. A contratação de Beto Lee e a posterior turnê de reunião entre 2023 e 2024 mostraram que, mesmo após décadas de choques internos, os Titãs seguem ligados pela amizade que começou ainda nos tempos de escola.
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