O fabuloso guitarrista falecido precocemente que para Eric Clapton foi o melhor de sua época
Por Bruce William
Postado em 04 de setembro de 2024
Nos anos sessenta, Eric Clapton foi um dos primeiros músicos a popularizar o Blues no Reino Unido, transformando-se em uma lenda enquanto ainda era muito jovem. Sua passagem pelo The Yardbirds e, posteriormente, pelo John Mayall & the Bluesbreakers, o destacou como um virtuose da guitarra, conhecido pelo seu tom distinto e suas habilidades de improvisação. Com o Cream, Clapton revolucionou o rock psicodélico e o blues, tendo criado alguns dos riffs mais memoráveis daquela década, ajudando a estabelecer o modelo para a futura cena do rock pesado.
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Na década seguinte, Clapton enfrentou desafios pessoais e artísticos, mas emergiu mais forte, reinventando-se como artista solo. "461 Ocean Boulevard", lançado em 1974, marcou uma mudança de direção, com Clapton adotando um estilo mais suave e introspectivo, sem perder o toque de Blues que sempre caracterizou sua música. Ao longo dos anos, ele continuou a experimentar com diferentes gêneros musicais, desde o Reggae até o Jazz, mas sempre mantendo a essência do Blues em seu trabalho.
O impacto de Eric Clapton quando ouviu Stevie Ray Vaughan pela primeira vez
"'Eu tenho que descobrir antes do fim do dia quem é aquele guitarrista.' Eu não penso isso com frequência. Só umas três ou quatro vezes na minha vida eu tive aquilo, [de estar] em um carro escutando rádio e parar no acostamento para ouvir [a música], pensando 'Não qualquer dia desses, eu tenho que descobrir quem é esse cara AGORA!'", relatou Clapton sobre o exato momento em que ele teve contato com a obra de Stevie Ray Vaughan.
Clapton e Stevie não apenas se conheceram pessoalmente, mas dividiram o palco em mais de uma ocasião, com Eric sempre se impressionando com o que via bem ali na sua frente: "Eu me lembro de ficar fascinado pelo fato de que ele jamais parecia perdido, em qualquer sentido. Ele nunca dava um intervalo ou uma pausa para pensar no que ia fazer a seguir, ele apenas fluía. Aquilo é o tipo de coisa que não vem de virtuosismo, ou prática e essas coisas, não é uma questão de repetição - ele parecia uma antena receptora. Aquilo simplesmente fluía através dele, e não secava."
Infelizmente Clapton não teria muito tempo para contemplar o talento de Stevie, que faleceu em 27 de agosto de 1990, em um acidente de helicóptero perto de East Troy, Wisconsin. SRV estava a caminho de uma apresentação no Alpine Valley Music Theater, onde havia se apresentado no dia anterior ao lado de Robert Cray, Buddy Guy, Eric Clapton e seu irmão mais velho, Jimmie Vaughan.
"Na primeira noite, eu assisti ao show dele por uma meia hora e daí tive que sair porque eu não aguentava! De repente eu tive esse flash, que eu já tinha sentido tantas outras vezes quando via tocar, que era como se ele fosse um canal. Um dos canais mais puros que eu já vi, onde tudo que ele tocava e cantava fluía diretamente do céu.", disse Clapton sobre aquele fatídico dia.
Na hora de ir embora, Stevie encontrou um lugar vago em um dos quatro helicópteros que estavam disponíveis para os músicos, e resolveu embarcar junto com alguns membros da equipe de Clapton. Devido ao céu extremamente nublado e à intensa névoa, o helicóptero onde ele estava acabou se desviando da rota e colidiu com uma pista de ski artificial. Nenhum dos ocupantes sobreviveu.
A Far Out resgatou também outra fala de Clapton sobre aquele que seria o último show de Stevie, onde ele diz: "A pior coisa para mim foi que Stevie Ray estava sóbrio há três anos e estava no auge. Quando tocamos naquela noite, todos nós ficamos de boca aberta. Quero dizer, Robert Cray, Jimmie Vaughn e Buddy Guy estavam assistindo em admiração. Não havia ninguém melhor do que ele neste planeta. Realmente inacreditável."
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