Edgard Scandurra lembra álbum odiado do Ira!: "Ajoelhavam e pediam pra não tocar"
Por Gustavo Maiato
Postado em 11 de novembro de 2024
O guitarrista Edgard Scandurra, um dos fundadores da banda Ira!, relembrou recentemente a recepção turbulenta de um dos álbuns mais experimentais do grupo, "Você não sabe quem eu sou", lançado em 1998.
Em entrevista para o canal MPB Bossa, no YouTube, o músico contou que a incursão pelo universo da música eletrônica, embora fosse uma paixão pessoal, não foi bem recebida pelos fãs da banda, conhecidos pelo gosto pelo rock tradicional.
Ira! - Mais Novidades
"Tem um pouco de preconceito, um pouco de desconhecimento. Acho que preconceito não deixa de ser um desconhecimento, quando não existe má vontade na coisa, né? Desconhecimento mesmo da coisa", refletiu Scandurra, lembrando que, naquela época, a ideia de misturar gêneros ainda era vista com muita desconfiança. "Acho que alguns anos depois, o rock absorveu muita informação da música eletrônica, né? Não ficou tão sectário assim", completou.
A experiência de trabalhar com música eletrônica, no entanto, encantou Scandurra. Segundo ele, a imersão nesse gênero foi profunda a ponto de influenciar o disco inteiro. "O Ira! tem um disco chamado ‘Você não sabe quem eu sou’, que é bem dessa fase, lá por 98, 99, quando eu estava muito envolvido com a música eletrônica. Então, eu tentei fazer a cabeça da banda inteira para fazer um disco eletrônico", revelou o guitarrista.
O álbum, repleto de elementos de música eletrônica, trouxe uma nova estética sonora ao Ira!, mas não teve a aceitação esperada pelos fãs. Scandurra conta que, nos shows da época, parte do público rejeitava abertamente as novas canções, chegando a apelar para que a banda desistisse de tocá-las ao vivo. "Lembro de gente ajoelhada na plateia pedindo para não tocar", afirmou, rindo da memória.
Apesar da recepção dividida, Scandurra mantém um olhar positivo sobre a fase experimental da banda. Ele considera que o projeto, ainda que ousado e à frente de seu tempo, foi uma tentativa legítima de inovar e levar o Ira! a outras sonoridades, ampliando as fronteiras do rock nacional.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As únicas três músicas do Sepultura que tocaram na rádio, segundo Andreas Kisser
A música dos Beatles que tem o "melhor riff já escrito", segundo guitarrista do Sting
Evanescence lança música inédita e anuncia novo disco, que será lançado em junho
Andreas Kisser no Metallica? Guitarrista relembra teste e recepção com limusine
Anika Nilles conta como se adaptou ao estilo de Neil Peart no Rush
AC/DC nos anos 70 impressionou Joe Perry e Eddie Van Halen: "Destruíam o lugar"
5 bandas dos anos 70 que mereciam ter sido bem maiores, de acordo com a Ultimate Classic Rock
Dave Mustaine afirma que setlists dos shows do Megadeth são decididos em equipe
O país em que Axl Rose queria tocar com o Guns N' Roses após ver Judas Priest brilhar lá
O maior álbum grunge para muitos, e que é o preferido de Eddie Vedder
Quando Renato Russo preferiu ficar em casa com o namorado a gravar com os Paralamas
Baterista Eric Morotti deixa o Suffocation e sai disparando contra ex-colegas
Sanctuary lança "Not Of The Living", sua primeira música inédita em 12 anos
Show do Guns N' Roses em Campo Grande é marcado pelo caos no trânsito
"Deveríamos nos chamar o que, Iron Maiden?": Geddy Lee explica manutenção do nome Rush

A humildade de Regis Tadeu ao explicar seu maior mérito na formação da banda Ira!
"Guitarra Verde" - um olhar sobre a Fender Stratocaster de Edgard Scandurra


