O álbum de Phil Collins com que ele sente desconexão: "Não é você, é? Volte para o piano!"
Por Gustavo Maiato
Postado em 01 de dezembro de 2024
A carreira solo de Phil Collins é marcada por sucessos, mas nem todos seus projetos agradaram. Entre acertos estrondosos e experimentações arriscadas, "Dance Into The Light" (1996) é um exemplo de quando o músico reconheceu ter se distanciado de sua essência. O álbum, que marcou sua tentativa de explorar novas sonoridades, dividiu fãs e críticos.
Após dominar as paradas nos anos 1980 com hits como "In the Air Tonight" e "One More Night", Collins buscou novos caminhos em um momento em que o grunge e o britpop ditavam o gosto musical. Em "Dance Into The Light", ele decidiu compor com foco na guitarra, abandonando temporariamente o piano, seu instrumento principal. "Eu estava tentando escrever do ponto de vista de um guitarrista", afirmou Collins, explicando sua abordagem. A entrevista foi resgatada pela Far Out.

Apesar de ter se esforçado para criar algo diferente, o resultado não convenceu nem a ele mesmo. "Embora ame algumas músicas do álbum, como ‘It’s In Your Eyes’ e ‘Love Police’, não era realmente eu." O sentimento de desconexão foi reforçado por amigos e profissionais da indústria. "Outras pessoas, cujas opiniões respeito, disseram: ‘Não é realmente você, é? Volte para o piano, Phil.’"
A recepção morna do álbum também refletiu mudanças no cenário musical. Durante a divulgação, Collins enfrentou críticas ferozes de músicos da nova geração, como Noel Gallagher, do Oasis, conhecido por ironizar artistas da década anterior. O uso de guitarras em clipes e performances, parte de sua tentativa de renovação, foi visto como deslocado, consolidando a percepção de que Collins não se encaixava na era do britpop.
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