O álbum preferido de David Bowie, que ele considerava melhor que o "Ziggy Stardust"
Por Bruce William
Postado em 18 de fevereiro de 2025
David Bowie sempre foi um artista imprevisível, a ponto de ganhar a alcunha "camaleão do rock", mas sua fase entre os anos 1970 e 1980 é frequentemente apontada como seu auge criativo. Em uma entrevista concedida em 2002 ao jornalista Paul Du Noyer para a MOJO, mas publicada apenas em 2020, ele refletiu sobre esse período e revelou qual de seus álbuns considerava mais interessante musicalmente.
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Quando questionado sobre qual fase de sua carreira lhe trazia mais satisfação, Bowie respondeu: "Criativamente, tive um bom período de 1972 até 'Let's Dance', que é um bom álbum. Acho que a composição nele é muito boa. Então, de 1972 a 1983, que são uns 11 anos... ou, se você incluir 'Hunky Dory', até um pouco antes. Não foi ruim. Tive uma boa fase longa em que as coisas fluíam."
No entanto, ao ser perguntado sobre qual álbum dessa época ele ouviria por prazer, Bowie surpreendeu ao escolher um disco de 1970. "Francamente, acho que o mais criativo dos primeiros trabalhos foi provavelmente 'The Man Who Sold The World'. Gosto muito desse álbum. Na verdade, como voltei a trabalhar com Tony [Visconti], acabei ouvindo novamente e percebi que tem algumas ideias musicais realmente interessantes."
Ele destacou não apenas a nostalgia, mas a riqueza sonora e estrutural do disco: "Tem um uso interessante de sintetizadores e instrumentos incomuns, como flautas. Tem alguns sons muito legais. Acho que as estruturas das músicas também são interessantes: eu estava realmente brincando com diferentes formas de acordes e com a maneira como podia construir composições."
Por fim, Bowie comparou o disco com seu clássico absoluto: "De certa forma, é uma peça musical muito melhor do que 'Ziggy Stardust'. Ziggy tinha uma abordagem muito mais direta, mas para me satisfazer como músico, 'The Man Who Sold The World' provavelmente é o melhor álbum."
A fala de Bowie pode parecer contraditória à primeira vista, já que ele menciona sua melhor fase entre 1972 e 1983, mas escolhe um disco anterior como seu favorito. Isso sugere que, embora tenha considerado sua evolução como artista nesse período, ele enxergava em "The Man Who Sold The World" um momento de grande experimentação musical. Ironicamente, o disco ganhou mais reconhecimento anos depois, impulsionado por uma geração mais jovem que conheceu sua faixa-título através do MTV "Unplugged" do Nirvana, em 1993.
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