AC/DC: A diferença entre Mark Evans e Cliff Williams, segundo Bon Scott
Por André Garcia
Postado em 26 de dezembro de 2022
O ano de 1977, para o AC/DC, foi marcado pelo lançamento do clássico "Let There Be Rock", bem como o começo de sua ascensão nos Estados Unidos. Teve ainda uma mudança na formação que havia gravado todos os álbuns até então, com o baixista Mark Evans dando lugar a Cliff Williams.
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Em novembro daquele ano, o AC/DC partiu para uma turnê nos Estados Unidos ao lado do Rush abrindo show para o Kiss. No dia primeiro daquele mês, foi ao ar uma entrevista com Bon Scott gravada em Londres para o programa musical australiano Countdown — um dos grandes apoiadores da banda em sua terra natal desde o começo de sua trajetória.
Countdown: A saída de Mark mudou a banda de algum jeito? O som, ou algo assim?
Bon Scott: É um cara que toca a mais tempo que Mark. Mark tocou com a gente por dois anos, e toca baixo faz uns três anos. Enquanto Cliff já toca faz uns 12 anos, sabe? A técnica dele tem um poder, eu diria, avançado em comparação a Mark. Mark estava mais naquela coisa de rockstar, o que é legal também. Cliff simplesmente nos dá um maior escopo, dá para fazer mais em termos musicais. Agora dá para fazer mais coisa na música além das guitarras de Angus e Malcolm, antes não.
AC/DC
O AC/DC foi formado no começo dos anos 70 na Austrália pelos fanáticos por rock e blues irmãos Young — Angus e Malcolm formavam a dupla de guitarra, enquanto George, o mais velho, fazia papel de produtor e mentor. Com a entrada do icônico e carismático vocalista Bon Scott, a banda gravou seus primeiros álbuns, soberbas demonstrações de rock pauleira e sem frescuras.
Após anos de ralação emendando turnês e gravações sem parar, a banda iniciou sua ascensão internacional com "Let There Be Rock" (1977), chegando ao mainstream com "Highway to Hell" (1979). Por outro lado, recebeu um baque enorme com a trágica e inesperada morte de Bon Scott, superada em grande estilo com "Back in Black" (1980). Estreia de Brian Johnson no vocal, o sucesso foi tanto que o álbum está entre os mais vendidos de todos os tempos com dezenas de milhões de cópias vendidas.
Com o passar do tempo, a banda se manteve na primeira prateleira do rock com constantes lançamentos e turnês. O legado que construiu, até hoje é mencionado por quase tudo que é banda de rock pesado e heavy metal como uma das principais influências. Nos últimos anos sofreu duas grandes baixas entre 2016 a 2018 que colocaram a banda em cheque: a morte de Malcolm Young e o afastamento de Brian Johnson, substituído temporariamente por Axl Rose.
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