AC/DC: Bon foi o melhor frontman do rock, diz ex-baixista
Por Stella Ferreira
Fonte: Blabbermouth
Postado em 30 de novembro de 2011
Joe Daly, do The Nervous Breakdown, conduziu em novembro de 2011 uma entrevista com o ex-baixista do AC/DC Mark Evans sobre o livro de Mark, "Dirty Deeds: My Life Inside/Outside AC/DC". Alguns trechos da conversa seguem abaixo.
The Nervous Breakdown: O seu livro "Dirty Deeds" foca no tempo que você passou no AC/DC mas cobre toda a sua vida. O que o levou a lançá-lo agora?
Mark Evans: Ao longo dos anos eu tenho sido abordado por editoras uma série de vezes para escrever algo assim, e obviamente seria uma coisa do AC/DC. Agora, com o que aconteceu comigo ao longo dos anos, pareceu o momento certo para sentar e fazer um balanço do que foi acontecendo. Eu precisava de mergulhar em alguma coisa e apenas me pareceu o momento certo para fazê-lo. Eu decidi sentar e escrever algumas histórias e ver o que acontece. Então o que eu fiz foi começar a escrever sobre alguns episódios da minha vida, coisas do AC/DC, e rapidamente se tornou evidente para mim que eu podia fazer isso - iria dar certo. Então eu mostrei para um escritor amigo meu chamado Peter FitzSimmons, que é um escritor muito respeitado aqui na Austrália e ele disse "Cara, você tem que fazer isso". Não que eu precisasse de alguém me aprovando, mas parecia ser a hora certa. Por outro lado ao longo dos anos muitas pessoas vinham até mim e falavam "Eu realmente gosto do material antigo do AC/DC. Como foi estar na banda? Como era o Bon?" Então para mim é uma maneira de retribuir todo o apoio que eu tive ao longo dos anos, porque os fãs do AC/DC e os fãs da minha música tem sido muito, muito legais como pessoas. Então é bom poder voltar e colocar as coisas na mesa após todo o apoio que eu tenho tido ao longo dos anos.
The Nervous Breakdown: Quando você se juntou ao AC/DC, parece que eles deixaram claro para você que eles estavam determinados a conquistar o mundo. Você acreditava que a banda seria capaz disso quando você se juntou a eles?
Mark Evans: Logo no início. Eu estava sendo deixado em casa por um dos roadies depois do meu primeiro ensaio com os caras, e ele basicamente disse: "Tem duas coisas que você tem que lembrar: Primeiro, essa é a banda do Malcolm (Young, guitarrista base) e segundo, nós estaremos no Reino Unido em 12 meses." E isso foi antes mesmo de fazer um show com a banda. Então foi colocado na mesa desde o início que a coisa estava avançando. Quando eu saí do carro após o roadie me dizer aquilo, ele poderia ter dito "Lembre-se que essa é a banda do Malcolm e nós vamos tocar na lua daqui a 12 meses". Mas não demorou muito para mim perceber, logo nas primeiras semanas, que aqueles caras estavam realmente falando sério, particularmente o Angus (Young, guitarra solo) e o Malcolm, eles pretendiam chegar ao topo. E você é infectado por isso. A visão do Angus e do Malcolm da banda, particularmente a visão do Malcolm, é que a banda é a banda, e que nós vamos fazer isso acontecer. O fracasso não era esperado, iria dar certo. E todos nós sabíamos que iríamos ter que trabalhar muito também, o que nós fizemos, mas não tem nada de errado com a ética de trabalho da banda. Foi incrível. Mas sim, se tornou claro para mim que a dominação do mundo era a única opção.
The Nervous Breakdown: Você tocou com Bon Scott. Como você o avalia entre os melhores frontmen do rock?
Mark Evans: Oh, o melhor. Ele é o medalhista de ouro, cara. Eu sou suspeito para falar, é claro, porque eu sabia como o Bon era. Eu conhecia o cara, sabe? Suas letras eram as melhores. Ele era um ótimo frontman. Quando ele estava no AC/DC, ele era muito mais o frontman. Eu acho que quando o Brian Johnson entrou na banda, ele ainda é o vocalista, mas eu acho que o Angus se focou mais como frontman, sabe? Quando era o Bon, o Bon era muito mais o frontman da banda. Angus era o seu coleguinha no palco - seu pequeno parceiro no crime. Eu acho que por causa de sua presença de palco e sua carisma, o Bon era muito mais o frontman. Mas como eu disse, eu sou suspeito porque eu conhecia o cara. Claro, ele poderia sair do controle e tal, mas o cara tinha maneiras impecáveis e tinha uma alma verdadeira. Eu acho, aliás eu não acho, eu sei que ele sentia uma responsabilidade muito grande e um dever para com a imagem de Bon Scott, que provavelmente o faria ir além de seu limite em determinadas ocasiões, sabe? Mas ele era um ótimo cara para trabalhar e tinha uma alma muito quente, e quando você olhava para ele, havia um "hard-rock'n'roller" mas no fundo havia também um hippie. Mas ele era um cara maravilhoso e eu sinto falta dele até hoje. Ele era um cara legal. E ele poderia ser durão se você o machucasse. Ele era um cara difícil. Ele tinha um coração sentimental, mas cara, se você fosse muito irritante, ele poderia até brigar. Ele poderia proteger a si mesmo e a um monte de pessoas ao seu redor.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Zakk Wylde anuncia atrações para a edição 2026 do seu festival, Berzerkus
Thiê rebate Dave Mustaine e diz acreditar em sondagem por Pepeu Gomes no Megadeth
Entre as 40 atrações, alguns dos destaques do Bangers Open Air 2026
Por que Jimmy London do Matanza não gosta de Megadeth, segundo o próprio
A lendária banda de heavy metal que ficou quase 7 anos seguidos sem fazer um único show
A melhor música do Nightwish, segundo leitores da Metal Hammer
As 10 músicas mais emocionantes do Slipknot, segundo a Metal Hammer
O disco do Black Sabbath que causa sensação ruim em Geezer Butler
70 shows internacionais de rock e metal para ver no Brasil em maio
Quatro bandas internacionais que fizeram mais de 50 shows no Brasil
O cover gravado pelo Metallica que superou meio bilhão de plays no Spotify
Dave Mustaine explica por que não vai convidar Kiko Loureiro para show com Megadeth
Jason Newsted deixou o Metallica por ter se tornado "um viciado terrível"
Rolling Stones anuncia novo álbum de estúdio, "Foreign Tongues"
O guitarrista que chegou mais perto de Jimi Hendrix, segundo Angus Young
Rolling Stone publica lista com os 100 melhores solos de guitarra de todos os tempos
A canção do AC/DC que veio de Bon, foi gravada por Brian e ainda arrepia Angus
O rock ainda é gigante no Brasil? Números e dados desafiam o discurso de "crise do gênero"
As 10 melhores músicas que o AC/DC lançou após "Back in Black", segundo a Classic Rock
O álbum do AC/DC que tirou Malcolm Young do sério; "todo mundo estava de saco cheio"
"Seja como Jimmy Page e o AC/DC": a dica de Zakk Wylde a jovens músicos
Brian Johnson no AC/DC: 46 anos de uma substituição que redefiniu o rock
O disco do AC/DC que os fãs mais fiéis costumam colocar acima dos clássicos óbvios
O hino do Rock que o AC/DC tocou 235 vezes ao vivo até 1979 e depois nunca mais
Brian Johnson: "Chuck Berry foi o maior babaca que já vi na vida"


