Ex-empresário do Guns N' Roses relembra o inferno que era trabalhar com a banda
Por André Garcia
Postado em 21 de abril de 2025
O Guns N' Roses foi uma das maiores bandas de rock pesado de todos os tempos. Ninguém discorda que seu auge foi o período entre o "Appetite for Destruction" (1987) e o "Use Your Illusion" (1991).
Foi justamente nesse período que a banda foi empresariada por Alan Niven. Conforme publicado pela Rock and Roll Garage em entrevista para o podcast Appetite for Distortion ele apontou quem foi o membro que destruiu a formação clássica do Guns e o inferno que era trabalhar com eles:
"Só há um motivo para a separação [da formação clássica do Guns N' Roses]: Axl assumiu o controle de tudo. Meu prazer em trabalhar com rock n roll praticamente acabou em setembro de 86, quando assinei o contrato com a banda. A partir daí foi só pressão, ansiedade e estresse… o tempo todo."
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"Estávamos em Toronto, no segundo ou terceiro dia da primeira turnê deles com o The Cult. Eu só consegui chegar lá no terceiro show. Cheguei no hotel, larguei minhas malas na cama e ouvi uma batida na porta […] e lá estava o Izzy, com cara de arrasado. Ele passou por mim, foi até a sala e se jogou no sofá. Eu perguntei o que aconteceu e ele respondeu: 'Aquele desgraçado [do Axl] nos inferniza todo santo dia'. É uma frase que nunca esquecerei."
A formação clássica dominou o mundo do hard rock no final dos anos 80, mas ao longo da década seguinte foi se desintegrando:
O bateria Steven Adler foi demitido em 1990, o guitarista base Izzy Stradlin saiu em 1991, Slash saiu em 1996 e no ano seguinte foi a vez do baixista Duff.
Segundo Duff contou em 2002 outro nome que contribuiu para a separação do Guns foi Paul Huge — guitarrista e amigo de Axl que ele queria porque queria enfiar na banda:
"A nossa música estava indo em uma direção completamente indulgente com o amigo de Axl, Paul Huge na guitarra fazendo o que quisesse. E outro fator para a separação da banda foi esse cara, Huge, que Axl trouxe e nos disse 'Este é o nosso novo guitarrista' Não tinha democracia nenhuma ali. E foi aí que Slash começou a dizer: 'Que se f*da! Essa banda é dele agora?'"
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