Os dois músicos que mais influenciaram Paul McCartney, segundo o próprio
Por Gustavo Maiato
Postado em 26 de junho de 2025
Reconhecido como um dos maiores compositores do século 20, Paul McCartney também construiu sua reputação como um dos mais inventivos baixistas da história do rock. Em entrevista à Music Radar, resgatada por Arun Starkey, do site Far Out Magazine, o ex-Beatle revelou os nomes que mais influenciaram sua forma de tocar: James Jamerson, da gravadora Motown, e Brian Wilson, dos Beach Boys.
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"Jamerson era tão bom, tão melódico", afirmou McCartney. "E Brian... ele ia para lugares incomuns. Se a banda estava em dó, ele segurava no sol, só para manter tudo suspenso. E foi aí que percebi o poder que o baixo tem dentro da banda."
A admiração de McCartney por Jamerson vem do início da década de 1960. Embora só tenha descoberto o nome do músico muitos anos depois, ele descreve o baixista da Motown como "seu herói". "As linhas sofisticadas e imprevisíveis de Jamerson, tocadas com o mínimo de alarde, mudaram a forma como McCartney via o papel do instrumento", escreveu o jornalista.
Já Brian Wilson, compositor de "God Only Knows" — que McCartney considera sua canção favorita —, foi inspiração por sua abordagem harmônica e pelo domínio do estúdio. "O Brian ficava no controle. Você entende o que é poder de verdade quando mesmo indo na direção oposta da banda, todos precisam se ajustar a você", contou McCartney.
O artista britânico também reconheceu a influência indireta de seu pai, músico amador, que costumava explicar a diferença entre guitarra e contrabaixo enquanto ouvia rádio. Essa base ajudou McCartney a entender a lógica musical desde cedo, o que seria determinante ao assumir o baixo nos Beatles.
"Quando entrei na banda, senti que tinha sido ‘condenado’ ao baixo", disse, rindo. "Mas depois comecei a me orgulhar. Descobri que você estava no comando. Ninguém vai a lugar algum sem o baixo."
Essa percepção levou McCartney a experimentar novas possibilidades. "Pensei: ‘E se eu usar outras notas?’ Sétimas, por exemplo. Ou talvez criar uma melodia que não está em nenhum outro lugar da música", explicou.
Ao buscar caminhos harmônicos alternativos, McCartney ajudou a redefinir o papel do baixo no rock. A partir dos discos finais dos Beatles, seu estilo ficou mais elaborado e independente, o que influenciaria gerações posteriores de músicos. "O que Jamerson e Wilson me ensinaram foi o valor de romper com o previsível", concluiu. "Eles abriram portas que eu nem sabia que existiam."
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