O baixista idolatrado por Geddy Lee e que ia além do instrumento; "um músico completo"
Por Bruce William
Postado em 29 de agosto de 2025
Entre as muitas bandas que moldaram o som do Rush em sua fase inicial, o Led Zeppelin ocupa um lugar especial. Geddy Lee recorda que o impacto foi imediato: "John Rutsey, nosso baterista original, esteve no primeiro show do Zeppelin em Toronto, no Rock Pile. Ele voltou falando maravilhas daquela banda. No dia em que o primeiro álbum foi lançado, estávamos na fila da loja para comprá-lo. E me lembro de correr para casa e colocá-lo para tocar."


A audição de "Led Zeppelin I" foi um divisor de águas. "Para nós, eles foram realmente a primeira banda pesada", diz Geddy. "Podíamos ouvir todos aqueles riffs de blues e todo o som que eles tinham, como surgiram do movimento de blues-rock da Inglaterra, mas trouxeram, através da guitarra de Jimmy Page, todos esses momentos mais etéreos." A mistura de peso, virtuosismo e experimentação serviu como modelo para o jovem Rush.

Ainda assim, o que mais chamou a atenção de Lee foi o baixo de John Paul Jones. "A coisa que mantinha tudo no lugar era o baixo de John Paul Jones. Se você ouvir 'How Many More Times', não importa o quão selvagem essa música fique às vezes, lá está John Paul Jones segurando tudo de forma tão fluida." Ele também cita "What Is and What Should Never Be" como exemplo de um estilo "bem escrito, fluido e ágil".
Geddy não escondeu a admiração por Jones durante conversa com a Music Radar: "Um músico completo. Ele começou como tecladista antes de pegar o baixo. Mesmo antes do Led Zeppelin, era um dos músicos de estúdio mais requisitados de Londres naquela época. Ele tocou em todos aqueles discos produzidos por Mickie Most e também era arranjador."

Para o baixista do Rush, Jones desempenhou um papel muito mais importante no Zeppelin do que costuma ser reconhecido. "Ele podia tocar teclados, tinha ouvido para arranjos e escrevia grandes linhas de baixo. Basta ouvir o que ele faz em 'What Is and What Should Never Be'." A versatilidade de Jones o tornou peça essencial no equilíbrio entre o peso da guitarra de Page, a voz de Plant e a bateria de Bonham.
Para Geddy Lee, John Paul Jones não foi apenas a base do Led Zeppelin. Foi a prova de que um músico pode ser técnico, criativo e ainda assim discreto, sustentando uma das maiores bandas do rock sem nunca precisar disputar os holofotes.

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