Os 10 melhores riffs do metal nacional de todos os tempos, segundo Gustavo Maiato
Por Gustavo Maiato
Postado em 26 de setembro de 2025
Morre Phil Campbell, guitarrista que integrou o Motörhead por mais de 30 anos
O metal brasileiro construiu uma trajetória marcada por ousadia, peso e virtuosismo. Conseguimos nosso lugar no panteão dos Deuses do Metal. Entre power, thrash e progressivo, algumas músicas se eternizaram graças a riffs que não apenas marcaram época, mas também definiram estilos e abriram portas para bandas nacionais no exterior.
O jornalista Gustavo Maiato montou uma lista com os 10 maiores riffs do metal nacional - e aqui apresentamos a seleção em ordem inversa, do 10º ao 1º lugar, destacando também curiosidades e contextos de cada obra.

10. "Shoot Me Down" – Hibria (2011)
Abrindo a lista, o Hibria aparece com "Shoot Me Down", faixa do álbum "Blind Ride" (2011). O disco marcou uma fase de amadurecimento da banda gaúcha, que já havia conquistado grande notoriedade no Japão. Com riffs afiados, técnica apurada e a tradicional velocidade que sempre caracterizou o grupo, a faixa mostra porque o Hibria é referência no power metal mundial.
9. "Colorblind" – Hangar (2009)
O álbum "Infallible" (2009) é um dos registros nacionais mais sem erros ou enrolações de todos os tempos. O hit "Colorblind" marcou essa fase em que Humberto Sobrinho assumiu os vocais da banda liderada pelo baterista Aquiles Priester. O Hangar sempre se destacou pelo equilíbrio entre peso, melodia e virtuosismo, e esse riff em particular é mais voltado para o lado pesado da força.
8. "Guided By Evil" – Nervosa (2021)
"Perpetual Chaos" (2021) é o único álbum da Nervosa com a espanhola Diva Satanica nos vocais. E "Guided By Evil" representa o renascimento da Nervosa. O riff é brutal e arrastado ao mesmo tempo, calcado no thrash metal mais visceral, e ajudou a consolidar a nova fase da banda em nível internacional. Uma verdadeira pedrada com um quê de Black Sabbath que mostra como o metal extremo brasileiro segue vivo e relevante. Pena que a formação durou apenas esse disco...
7. "Emotional Catastrophe" – Dr. Sin (1993)
Faixa do lendário álbum de estreia autointitulado de 1993, "Emotional Catastrophe" é um clássico instantâneo. E ele surgiu quando tudo ainda era mato por aqui! Com riffs marcantes e refrão poderoso, ajudou o Dr. Sin a se firmar como um dos nomes mais respeitados do hard rock/metal progressivo no Brasil. Até hoje, é uma das músicas mais pedidas pelos fãs nos shows, mesmo que a banda já não tenha mais o icônico Edu Ardanuy nas guitarras.
6. "Distant Thunder" – Shaman (2002)
Composto por Hugo Mariutti, o riff inicial de "Distant Thunder" embala esse hino que fala sobre rituais xamânicos. O riff sendo tocado no "RituAlive" para milhares de fãs enlouquecidos é um ponto "Absolute Cinema" do metal nacional. A faixa repleta de sons de trovoada está no álbum "Ritual" (2002) e mostra a força da formação clássica do Shaman, liderada por Andre Matos após sua saída do Angra.
5. "In My Sleep" – Almah (2013)
Presente em "Unfold" (2013), sem sombra de dúvidas o melhor álbum do Almah, "In My Sleep" conta com guitarras poderosas de Gustavo Di Padua e Marcelo Barbosa, que depois migraria para o Angra. Edu Falaschi entrega uma interpretação marcante, com voz mais grave, e o riff principal resume bem a proposta da banda: moderna, pesada e melódica. Alô, Falaschi, vamos incluir essa no setlist...
4. "Terra Nova" – Eterna (2002)
Clássico do metal cristão nacional, porém desconhecido e precioso como uma pérola no fundo do oceano, "Terra Nova" é cantada em português e faz parte do álbum homônimo lançado em 2002. A formação da época tinha Leandro Caçoilo (vocal), Danilo Lopes (vocal e bateria), Paulo Frade (guitarra), Rafael Agostino (teclado) e Jason Freitas (baixo). O riff que embala a introdução e aparece outras vezes na canção gruda igual chiclete e é simples e direto.
3. "Nothing To Say" – Angra (1996)
Com Rafael Bittencourt e Kiko Loureiro nas guitarras, "Nothing To Say" abre o clássico "Holy Land" (1996). O riff é um dos mais técnicos e inspirados da carreira do Angra, que Kiko já confirmou que havia uma versão inicial mais simples, prontamente descartada. A faixa mostra o auge criativo da banda e reforça sua posição como referência mundial do metal progressivo. E não dá para falar da mistura que funcionou bem demais do erudito com influências de música brasileira.
2. "Roots, Bloody Roots" – Sepultura (1996)
Talvez o riff mais conhecido do metal nacional, "Roots, Bloody Roots" é simples e direto, mas de um peso inigualável. Parte do álbum "Roots" (1996), tornou-se hino global do (verdadeiro?) Sepultura e um dos riffs mais influentes da história do metal, incluído em listas e mais listas de sites gringos. Tribal, poderoso e marcante, consolidou o legado da banda como um dos maiores nomes do gênero. E o mais curioso é que o riff tem apenas duas notas principais que soam.
1. "Carry On" – Angra (1993)
No topo, está "Carry On", do álbum "Angels Cry" (1993). Considerada o "Toca Raul" do metal nacional - sempre pedida nos shows -, a faixa é um cartão de visitas do Angra. O riff inicial é icônico, reunindo velocidade, melodia e técnica, e até hoje é celebrado como um dos maiores símbolos do power metal mundial. Não tem como falar em riff de metal nacional sem lembrar dele, que nasceu no piano de Andre Matos e foi sendo lapidado até se tornar o que é hoje.
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