Os melhores bateristas de hair metal de todos os tempos, segundo a Loudwire
Por Gustavo Maiato
Postado em 30 de outubro de 2025
O jornalista Bryan Rolli, da Loudwire, publicou uma lista com os cinco melhores bateristas de hair metal de todos os tempos, além de uma menção honrosa. O texto lembra que, embora o gênero seja mais conhecido pelos vocais agudos e guitarras chamativas, "os melhores bateristas do hair metal foram o motor de inúmeros hinos de arena". Energia, carisma e presença de palco eram fundamentais - e os músicos citados conseguiram unir tudo isso com técnica e personalidade.
No quinto lugar, Rolli colocou Mick Brown, do Dokken. O jornalista destaca que, mesmo com o visual glam, a banda soava "mais pesada e crua do que muitos de seus colegas". Brown foi essencial em músicas como Tooth and Nail e Lightnin' Strikes Again. Depois do fim do Dokken, ele seguiu com George Lynch no Lynch Mob, "mantendo o groove impecável e a pegada certeira que sempre definiram seu som".

Em quarto, aparece Frankie Banali, do Quiet Riot, lembrado por seu papel decisivo no sucesso de Metal Health, "o primeiro álbum de heavy metal a alcançar o topo da Billboard 200". Rolli ressalta que o baterista, nascido em Nova York, "já era um veterano de estúdio nos anos 1970", o que ajudou a banda a unir o peso do hard rock clássico com a estética do glam. Após o fim do Quiet Riot, Banali tocou com o W.A.S.P. e seguiu ativo até sua morte, em 2020.
Melhores bateristas de hair metal?
O terceiro lugar é de Rick Allen, do Def Leppard, cuja história de superação se tornou lendária. Rolli observa que "seria fácil colocá-lo na lista apenas pelos obstáculos que superou", mas o verdadeiro mérito está em sua reinvenção musical após perder o braço esquerdo em 1985. Com a ajuda de uma bateria eletrônica customizada, o "Thunder God" desenvolveu um novo estilo que definiu o som do álbum Hysteria (1987) e influenciou toda uma geração.

Tico Torres, do Bon Jovi, ocupa o segundo lugar. Para Bryan Rolli, se Jon Bon Jovi era "a mente (e o rosto)" e Richie Sambora "o coração" da banda, então Torres era "o músculo". Conhecido como "The Hitman", o baterista deu peso e precisão a clássicos como Livin' on a Prayer e Bad Medicine. Rolli ressalta que Torres também é "capaz de exibir poder bruto quando a música pede", como em Homebound Train, e de soar groovado em I'll Sleep When I'm Dead.
No topo da lista, sem surpresas, está Tommy Lee, do Mötley Crüe. O jornalista afirma que "não se deve deixar que os truques de palco e as polêmicas ofusquem o verdadeiro motivo de sua fama: ele era simplesmente o melhor baterista da cena glam". Desde os dias de Live Wire e Red Hot até o auge com Dr. Feelgood, Lee manteve o ritmo feroz da banda. Rolli destaca ainda o álbum Mötley Crüe (1994), com John Corabi nos vocais, como um exemplo subestimado de sua criatividade e domínio técnico.

A menção honrosa foi para Tommy Aldridge, conhecido por tocar com Whitesnake, Ozzy Osbourne e a Pat Travers Band. Embora mais ligado ao hard rock clássico, Rolli lembra que sua estreia com o Whitesnake em "Slip of the Tongue" (1989) "certamente se enquadra como um disco de hair metal". Ele elogia a técnica de Aldridge e comenta que, mesmo nos últimos shows da banda em 2022, "aos 70 anos, ele ainda fazia bateristas com metade de sua idade parecerem amadores".
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