A opinião de Mike Portnoy sobre "Reign in Blood", clássico do Slayer e do thrash metal
Por Mateus Ribeiro
Postado em 10 de outubro de 2025
O Slayer sempre foi sinônimo de brutalidade no thrash metal, e seu terceiro álbum, "Reign in Blood" (1986), é frequentemente citado como o auge dessa intensidade. Com sua curta duração - que não chega a meia hora - e agressividade implacável, o disco chocou a estabeleceu um novo padrão de velocidade e peso.
Iniciado pela controversa "Angel of Death", "Reign in Blood" entrega altas doses de energia caótica. Agressivo do início ao fim, o trabalho é admirado por muitas pessoas, incluindo o grande Mike Portnoy, baterista e um dos membros fundadores da banda de prog metal Dream Theater.
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Em 2024, Portnoy concedeu entrevista ao Heavy Consequence e listou 10 álbuns que moldaram sua maneira de tocar bateria. "Reign in Blood" foi um dos trabalhos citados pelo músico, que traçou um panorama do thrash metal oitentista, citando os quatro representantes mais populares do estilo.
"Foi no mesmo ano de 'Master of Puppets' [Metallica]. Ambos foram lançados em 1986. O Megadeth também lançou 'Peace Sells' naquele ano, e o Anthrax lançou 'Among the Living' um ano depois. Então, essa foi a época de ouro do thrash metal e do 'Big 4'. Foi quando todas as quatro bandas estavam no auge musical."
Na opinião de Mike Portnoy, "Reign in Blood" tem uma veia punk rock. Ele citou um clássico do estilo para explicar seu ponto de vista.
"Você pensava que 'Master of Puppets' era pesado, mas 'Reign in Blood' era como uma versão punk-rock. Era como pegar o 'Never Mind the Bollocks' [do Sex Pistols] e aplicar ao thrash metal. São apenas 30 minutos ou o tempo que for de intensidade 'chute na boca' do início ao fim. É implacável o tempo todo."
Boa parte do impacto causado por "Reign in Blood" se deve à performance monstruosa de Dave Lombardo. Portnoy destacou que o baterista estabeleceu o novo padrão técnico para a bateria do thrash.
"Obviamente, o que Lars Ulrich [Metallica], Gar Samuelson [Megadeth] e Charlie Benante [Anthrax] estavam fazendo era inovador. Mas acho que Dave Lombardo elevou alguns degraus em termos de velocidade, destreza técnica, velocidade de suas mãos e de seus pés, e a intensidade de sua bateria. Eu acho que esse foi o marco para a bateria do thrash metal naquele momento."
"Reign in Blood" foi gravado por Tom Araya (baixo/vocal), Kerry King (guitarra), Jeff Hanneman (guitarra) e Dave Lombardo (bateria). Quarenta anos após seu lançamento, essa obra continua sendo a trilha sonora perfeita para o fim do mundo.
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