A banda de progressivo que era os "filhos dos Beatles", segundo John Lennon
Por Gustavo Maiato
Postado em 08 de novembro de 2025
John Lennon raramente elogiava outras bandas, mas uma em especial chamou sua atenção - e o ex-beatle chegou a dizer que eles eram "os verdadeiros filhos dos Beatles". A banda em questão era o Genesis, grupo inglês formado por Peter Gabriel e Tony Banks, que se tornaria um dos pilares do rock progressivo nos anos 1970.
O elogio foi lembrado pelo guitarrista Steve Hackett, que contou em entrevista à Goldmine: "Ele acabou sendo um grande fã do Genesis, nos chamando de 'verdadeiros filhos dos Beatles'. Foi adorável. É a melhor crítica que já recebi."

Segundo Tim Coffman, que assina o texto, a declaração de Lennon foi vista como um dos maiores reconhecimentos possíveis, já que o músico era conhecido por seu ceticismo em relação às comparações com os Beatles. Mas, para ele, o Genesis representava uma continuação natural da ousadia artística que a própria banda de Liverpool havia iniciado na década anterior.
Enquanto muitos enxergam grupos como o Pink Floyd como os símbolos máximos do rock progressivo, os Beatles já haviam aberto caminho para o gênero em discos como Revolver e Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, explorando o estúdio como instrumento e misturando pop, experimentação e vanguarda. Mesmo no fim da carreira, em Abbey Road, eles ainda se aventuravam com sintetizadores e sons futuristas.
John Lennon e Genesis
O Genesis surgiu logo depois, buscando o mesmo espírito de inovação. Ainda adolescentes, Gabriel e Banks começaram a compor músicas longas, cheias de passagens complexas, como "The Knife". Com o tempo, a banda incorporou elementos teatrais aos shows - figurinos, personagens e enredos - transformando as apresentações em verdadeiros espetáculos.
Para Lennon, essa inquietação criativa era o que tornava o Genesis uma espécie de herdeiro dos Beatles. Não se tratava de copiar o som, mas de manter viva a ideia de que a música popular podia ser arte, invenção e experimentação.
Mais tarde, o grupo mudaria de rumo. Após a saída de Peter Gabriel, Phil Collins assumiu os vocais e levou o Genesis ao estrelato pop dos anos 1980, com hits como "Invisible Touch". De certa forma, seguiram o caminho inverso dos Beatles: começaram complexos e se tornaram acessíveis - mas sem perder o refinamento e a identidade britânica.
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