Por que Malcolm Young achava que o Guns N' Roses havia "desperdiçado" seu potencial
Por Bruce William
Postado em 04 de novembro de 2025
Havia uma curiosidade recorrente sobre os Young: como dois irmãos, dividindo estrada e estúdio desde os anos 1970, seguiam funcionando sem implodir? Em 2003, numa entrevista à Guitar Player, Malcolm explicou que a tensão existe, mas o segredo está em como lidar com ela. Dias de "já deu por hoje" aparecem quando a pressão aperta, o estúdio vira madrugada e a comida é qualquer uma - o importante é não deixar ferver por muito tempo.
A partir daí, veio a comparação com quem não consegue contornar atritos. Malcolm foi objetivo ao citar um exemplo famoso: "Quando a gente ouve histórias pelo que algumas bandas passam, como o Guns N' Roses, por exemplo, a gente pensa: 'cara, que desperdício'. Esses caras deveriam apenas crescer, se juntar de novo e voltar para a estrada."

O comentário ajuda a entender a lógica de trabalho do AC/DC, explica a Far Out. Para Malcolm, não há glamour em conflito interminável: o foco é tocar, gravar, circular com o equipamento ajustado e a banda "engrenada". O resto - inclusive a narrativa externa - só faz sentido quando a música anda.
A fala também diz muito sobre contexto. Em 2003, enquanto o AC/DC atravessava décadas com a dupla de guitarras intacta, o Guns N' Roses vivia impasses, mudanças de formação e longos intervalos entre lançamentos e turnês robustas. Na leitura de Malcolm, havia talento de sobra ali, mas pouca disposição para resolver o básico e seguir em frente.
Passados os anos, a comparação ganhou peso histórico: Malcolm deixou os palcos por questões de saúde, em 2014, e morreu em 2017; o AC/DC seguiu ativo com diferentes formações. Já o Guns N' Roses retomou o trio Axl/Slash/Duff em 2016 e voltou aos grandes estádios, em um desfecho que, curiosamente, se aproxima do conselho que Malcolm deu lá atrás.
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