O músico que Sting chamou de "um dos maiores tecladistas do mundo"
Por Gustavo Maiato
Postado em 06 de março de 2026
Ao iniciar sua carreira solo após o fim do The Police, Sting sabia que precisaria cercar-se de músicos de alto nível para dar forma às ideias mais sofisticadas que começava a explorar. Segundo o jornalista Tim Coffman, da Far Out Magazine, um desses nomes chamou particularmente sua atenção: o tecladista David Sancious.
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Sancious já era um músico respeitado no circuito do rock e do jazz, tendo passado pela banda de Bruce Springsteen nos anos 1970. Quando Sting o ouviu tocar, porém, ficou impressionado com sua capacidade de lidar com harmonias complexas e arranjos sofisticados.
A admiração do cantor ficou registrada em uma declaração direta: "Acho que ele é um dos maiores tecladistas do mundo e considero um privilégio tê-lo na minha banda." Em tom bem-humorado, Sting ainda acrescentou: "Ele também é um verdadeiro cavalheiro. Sinto-me muito sortudo. Espero que ele não comece a cantar, porque aí já seria demais."
A parceria ganhou destaque especialmente na fase do álbum "Ten Summoner's Tales", período em que Sting buscava equilibrar maturidade musical com composições mais acessíveis. O disco trouxe músicas como "If I Ever Lose My Faith in You" e "Seven Days", ambas apoiadas por uma banda formada por músicos altamente técnicos.
Entre eles estavam o guitarrista Dominic Miller e o baterista Vinnie Colaiuta, conhecido por sua habilidade em lidar com compassos incomuns. Nesse contexto, Sancious tornou-se peça fundamental para traduzir as ideias harmônicas do líder.
Segundo Coffman, muitas composições de Sting são construídas sobre progressões complexas de acordes, algo que poderia soar excessivo em mãos menos experientes. No teclado de Sancious, porém, essas estruturas ganhavam fluidez. Um exemplo citado é "Nothing About Me", cuja progressão harmônica elaborada se encaixa com naturalidade no arranjo.
A presença de músicos desse calibre também reflete uma filosofia que o próprio Sting costuma defender: a de que um artista não deve buscar ser o mais talentoso da sala, mas sim cercar-se de pessoas capazes de elevá-lo musicalmente.
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