Vinheteiro detona Sepultura: "É fezes com sangue oculto. Não consigo reconhecer as notas"
Por Gustavo Maiato
Postado em 06 de maio de 2026
Lord Vinheteiro voltou a provocar bandas brasileiras de metal durante participação no Flow. Depois de chamar o Angra de "fezes puríssima", o pianista também mirou no Sepultura. Ao comentar a banda mineira, ele disse que não consegue gostar do som por causa do excesso de distorção e da forma como enxerga os vocais guturais.
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"Sepultura, fezes puríssima. É fezes com sangue oculto", afirmou Vinheteiro. Questionado sobre o motivo, ele explicou: "Falando muito a verdade aqui, é um monte de guitarra distorcida para caramba. Não dá nem para reconhecer as notas." Segundo ele, o peso das guitarras atrapalha a identificação da nota fundamental. "É tanta distorção que eu não sei a fundamental. Eu fico com dúvida."
O pianista também criticou o visual e a sonoridade que associa à banda. "Pelo que eu me lembro, era uns gordão cabeludo, gritando sons guturais", disse. Em seguida, comparou os vocais do metal extremo ao canto tradicional da Mongólia, mas fez questão de diferenciar as duas coisas. "Não são aqueles sons guturais dos mongóis", afirmou.
Vinheteiro elogiou o canto polifônico mongol, técnica em que o cantor produz mais de um som ao mesmo tempo. "Isso é bonito", disse. Para ele, trata-se de tradição. "Uma música que provavelmente é a mesma há 2 mil anos. Antes do Gengis Khan, os caras tocavam a mesma coisa. Isso é tradição", declarou. Depois, voltou ao Sepultura: "Não é o gutural do Sepultura."
A crítica principal, no entanto, ficou concentrada nas guitarras. Vinheteiro disse que, quando há muita distorção e mais de uma guitarra, o músico poderia errar sem que o público percebesse. "Você pode errar à vontade. Como os caras estão tocando um monte de barulho, não tem problema errar. Ninguém nem vai perceber", afirmou.
A fala segue o mesmo tom usado por ele ao comentar o Angra na mesma entrevista. Na ocasião, Vinheteiro chamou a banda de Rafael Bittencourt de "fezes puríssima" e disse que o grupo seria uma "cópia barata do Dream Theater". Também afirmou que o problema do Angra era ter "muita nota".
Rafael Bittencourt, presente na conversa, respondeu com bom humor. Ao ouvir as críticas ao Angra, o guitarrista evitou devolver ofensas e disse que Vinheteiro era "um bom pianista". Depois, resumiu a situação com ironia: "Opinião é opinião, cara. Igual o cu, né? Cada um tem o seu."
Rafael também explicou que o Angra nunca foi pensado para agradar todo mundo. "O Angra é um grupo para um segmento, um tipo de música muito especial", afirmou. Segundo ele, trata-se de uma banda de nicho, com público específico e fiel.
Confira a entrevista completa abaixo.
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