A música do The Police em que Sting se recusou a tocar: "Enterrou a fita no jardim"
Por Gustavo Maiato
Postado em 30 de abril de 2026
Sting não quis participar de "Behind My Camel", faixa instrumental lançada pelo The Police no álbum "Zenyatta Mondatta", de 1980. A música foi criada pelo guitarrista Andy Summers, mas enfrentou resistência imediata do vocalista e baixista da banda. Segundo Summers, Sting rejeitou a ideia e se recusou a tocar na gravação.
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Em entrevista à Louder, Summers contou que o grupo precisava de mais faixas para completar o disco quando apresentou a composição aos colegas. Stewart Copeland aceitou trabalhar na música, mas Sting não demonstrou interesse. "Eu disse: 'Que tal fazermos isso, então?' E Sting disse: 'Eu não vou tocar nisso!'", afirmou o guitarrista.
A rejeição teria ido além da simples recusa. Summers disse acreditar que Sting chegou a enterrar a fita da música no jardim. "Acredito mesmo que ele enterrou a fita no jardim", contou. Sem o baixista, o próprio Summers gravou a linha de baixo de "Behind My Camel".
A faixa nasceu em um momento de expansão criativa do The Police. Nos primeiros anos da banda, Sting assinava a maior parte das músicas, incluindo sucessos como "Roxanne". Com o tempo, Summers e Copeland passaram a levar mais ideias ao estúdio, o que aumentou a variedade do som do trio, mas também expôs diferenças internas.
Em "Zenyatta Mondatta", o grupo já buscava caminhos além da formação básica de guitarra, baixo e bateria. O disco tinha hits como "Don't Stand So Close to Me", mas também abria espaço para experimentações. "Behind My Camel" representava justamente esse lado menos comercial, mais ligado ao gosto de Summers por sons estranhos e atmosferas pouco convencionais.
A resistência de Sting não impediu a música de ganhar reconhecimento. "Behind My Camel" venceu o Grammy de Melhor Performance Instrumental de Rock. Para Summers, a diferença de visão entre os integrantes era clara. Ele disse que sempre se interessou por ideias "mais esquisitas", enquanto as canções comerciais surgiam naturalmente de Sting.
A tensão criativa, apesar dos atritos, ajudou a definir a identidade do The Police. Sting trazia melodias fortes e apelo pop. Copeland adicionava precisão rítmica e energia. Summers, por sua vez, ampliava o som da banda com efeitos de guitarra e escolhas menos previsíveis.
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