O hit do Angra inspirado em Iron Maiden e Deep Purple na fase Steve Morse
Por Gustavo Maiato
Postado em 06 de maio de 2026
O baterista Ricardo Confessori comentou a sonoridade de "Mystery Machine", faixa do álbum "Fireworks", lançado pelo Angra em 1998. Em entrevista ao Ibagenscast, ele disse que a música ganhou outra força ao vivo e acabou entrando no repertório da turnê, mesmo sem parecer tão evidente no disco.
"'Mystery Machine', cara, é uma música que no disco você não dá muito, mas ao vivo ela soava tão bem que a gente botou no set da turnê", afirmou Confessori. Segundo ele, a faixa funcionava com muito peso nos shows. "Era porrada, velho."

Ao explicar a referência principal da música, o baterista citou o Deep Purple da fase com Steve Morse. "Era tipo um Deep Purple anos 90, vamos dizer assim, da versão Angra", disse. "O Deep Purple que eu falo é mais com o segundo guitarrista, com Steve Morse."
Confessori lembrou que o guitarrista norte-americano era uma influência importante para o grupo naquele período. "Na época, a gente curtia para caramba o Steve Morse. Todos da banda curtiam Steve Morse, Dixie Dregs, Deep Purple com Steve Morse. Era o que estava pegando ali no final dos anos 90."
O entrevistador também apontou uma semelhança com o Iron Maiden, especialmente nas dobras de guitarra. Confessori concordou. "Ah, é verdade. Tem muita dobra de guitarra mesmo. Tem muitas dobrinhas", disse. Em seguida, foi ainda mais direto: "O riff inicial é dobrado. Aquilo ali era Maiden puro. O começo da música era Maiden na lata."
"Fireworks" marcou uma fase de mudança no Angra. Depois do peso conceitual e brasileiro de "Holy Land", o grupo apostou em um som mais direto, com menos elementos sinfônicos e folclóricos. Nesse contexto, "Mystery Machine" aparece como uma faixa mais tradicional.
Para Confessori, o disco ainda guarda passagens de bateria importantes, embora muitas vezes seja menos lembrado do que "Holy Land". Ele citou também músicas como "Wings of Reality" e "Gentle Change", lembradas pelo entrevistador como exemplos de linhas criativas de bateria.
No caso de "Mystery Machine", o interesse está justamente na mistura: peso de palco, clima de hard rock dos anos 1990, influência do Deep Purple com Steve Morse e guitarras dobradas em espírito Iron Maiden. Uma combinação que, segundo Confessori, fazia a faixa crescer quando era tocada ao vivo.
Confira a entrevista completa abaixo.
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