Top 5: Os melhores discos para "curtir" aquela fossa
Por Fabiano Rocha
Postado em 25 de dezembro de 2017
Todos nós temos aquela fase de tristeza contínua, onde nada parece dar certo, seja no trabalho, em casa ou no amor. O fato é que nesses momentos a música pode ser a melhor companhia e conselheira.
Pensando nisso, resolvi listar os 5 melhores álbuns para "curtir" esse momento, que deve ser visto como um aprendizado e não uma tristeza vazia.
5 - Berlin (Lou Reed, 1973)
Após anos de fracasso comercial, o jovem Lou Reed consegui finalmente alcançar o grande público com seu clássico "Transformer", de 1971, produzido por David Bowie. O que se esperava era que ele seguisse os passos desse disco e lançasse algo também comercialmente viável, mas foi exatamente o contrário o que ele fez. Em 1973, lançou o experimentalista e conceitual "Berlin", que foi massacrado tanto pela crítica quanto pelos fãs, mas acabou sendo coroado como um verdadeiro clássico anos depois. A história do álbum, que é a de um casal viciado em drogas que vive em um relacionamento destrutivo e completamente sem esperanças, aliado às melodias melancólicas e pesadas criam uma atmosfera reflexiva e depressiva. Destaque para a faixa "The Kids".
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4 - The Bends (Radiohead, 1995)
Lançado em 1995, esse álbum é um verdadeiro clássico alternativo e, considerado um dos melhores dos ingleses do Radiohead. A atmosfera depressiva e reflexiva se arrasta por todo o álbum, tendo seu ápice em "Fake Plastic Trees", faixa que redefiniu os conceitos de tristeza musical. Mas além de tudo, é um belo álbum de uma bela banda, vale a pena ser ouvido em qualquer momento, mas ouvi-lo numa fase conturbada torna a experiência ainda mais incrível.
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3 - A Tempestade (Legião Urbana, 1996)
Último disco lançado pela Legião Urbana com Renato ainda vivo. As letras foram escritas quando o mesmo passava pelos sintomas da AIDS, que o levou a falecer pouco tempo depois do lançamento. O álbum vendeu cerca de 1,1 milhões de cópias no Brasil, se tornando o quarto disco mais vendido da banda brasiliense. Marcado por faixas como "Mil pedaços" e "Quando você voltar", é definitivamente uma verdadeira obra-prima da música brasileira.
2 - Eat Me, Drink Me (Marilyn Manson, 2007)
No ano de 2007, o polêmico e controverso artista americano surpreendeu a todos lançando um álbum pessoal, instrospectivo e melancólico, se distanciando das temáticas violentas de seus trabalhos antigos. O anticristo superstar estava passando por uma fossa de respeito: havia acabado de se divorciar de um casamento de anos com a artista burlesca Dita Von Teese. Mesmo melancólico, o disco consegue trazer a poderosa "If i was your vampire", que abre mostrando que muitas dores e mágoas seriam remoidas ao longo do percurso. Destaque também para "Putting holes in hapiness" e "Just a car crash away".
* Bônus: quem quiser ver a continuação dessa saga, ouça o disco "The High End of Low", que sucede o citado acima. É quase que um segundo capítulo, onde o protagonista se reergue após um tempo difícil.
1 - Heathen (David Bowie, 2002)
Os atentados de 11 de setembro causaram uma sensação generalizada de ansiedade e medo, e não foi diferente com o já veterano David Bowie. No mesmo ano, o inglês tocou num evento em homenagem às vítimas do ataque, fazendo uma versão explosiva de seu clássico "Heroes". Um ano depois, lança "Heathen", um disco cheio dessa sensação coletiva de medos e inseguranças, quase que um desabafo decepcionado com o novo milênio. Ao longo de 15 faixas, o inglês passa por reflexões pessoais e do mundo em geral, além de algumas covers. O destaque desse disco que, apesar de ser esquecido, deveria ser um verdadeiro clássico, vai para "Sunday", "Afraid" e "Slip Away".
Comente: E na sua opinião, quais os melhores discos para curtir a tristeza?
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