Anexo: 11 dos shows mais desejados e já perdidos

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Por Denner Maxwell
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Por alguma razão, no mundo do rock, existem certos concertos que se tornam lendários, que já passaram, e que jamais se repetirão com a magnitude que foram feitos. Seja porque os grupos já encerraram suas atividades, seja pelo que representou o show em sua essência. Embora cada um de nós tenhamos nossos gostos individuais, é notável que em certos casos, haja um certo consenso coletivo, onde pelo menos a maioria concorda, sendo relativo ao consenso de aprovação que cada artista possui – duvido que alguém não quisesse está no show gratuito dos Stones em Copacabana! Mas como toda a cabeça é um mundo, irá haver pontos onde se discorde, e, quando isso houver, é interessante que ao invés de esbanjar um discurso de ódio às pessoas, o desapontado seja sensato em procurar apontar de forma respeitosa a sua opinião. Se o texto se refere a um assunto, procure focar no assunto e não nos autores. A gente fala e escreve o que tem na mente, então pense duas vezes antes postar alguma coisa. LEMBRE-SE: Isso aqui é apenas uma opinião, vindo de uma visão tanto igual em alguns casos, quanto diferente da sua. É óbvio que ninguém quer censurar a tua maneira de pensar, nem que a gente só quer os comentários que concordem com nossa visão, mas volta e meia tem alguém que nem ler o que está escrito e sai criticando o autor. Felizmente, esses são minoria.

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11) A.R.M.S. CONCERT


O "heavy metal" surgiu com pequenas faíscas lançadas por bandas de rock dos anos 60-70, como num efeito dominó.

Em termos de peso no som, o "Jeff Beck Group" foi um dos principais dos anos 60. No álbum "Truth" pode ser encontrado as primeiras bases para o heavy metal que estava para surgir em dois anos. O mais pesado de seu tempo, e, pra não deixar duvida quando ao seu pioneirismo nisso, o próprio Jeff Beck chegou a mencionar que "o que era válido na música pop agora era o som pesado, e é isso que eu estou tentando demonstrar no 'Truth'" (que inclusive apresenta grandes semelhanças com o Led Zeppelin I). É claro que eles não tocavam o heavy metal em si, mas a base do som pesado já estava ali. Posteriormente foi a vez de Jimmy Page com o Led Zeppelin. Em seu primeiro disco, (intitulado simplesmente de Led Zeppelin) a banda estabeleceu a difusão entre o blues e o rock - o que veio a se tornar um dos pivôs para o surgimento do Heavy Metal. Qualquer guitarrista nos anos 70 devia por obrigação saber tocar algum riff de Jimmy Page.

Jeff Beck & Jimmy Page. Está aí a dupla mais explosiva da história da música. O que esses dois guitarristas influentes tem em comum, é que ambos tocaram sucessivamente numa banda chamada “The Yardbirds” antes de formarem suas próprias bandas. Além deles, Eric Clapton, outro dos maiores guitarristas de todos os tempos já havia participado. Então, imagina como seria se os três se juntassem para tocar juntos em uma causa nobre. Agora pare de imaginar e assista o A.R.M.S. Concert.

A causa nobre era arrecadar fundos no auxílio da esclerose múltipla, doença que afetava (e anos mais tarde matou) Ronnie Lane, vocal e baixo do The Faces. Devido ao alto custo financeiro de seu tratamento, seus amigos organizaram alguns shows de caridade no Royal Albert Hall, apresentando Eric Clapton, Jimmy Page, Jeff Beck, e outros músicos como Steve Winwood, Bill Wyman, Charlie Watts e Kenney Jones.

10) MUSIC FOR MONTSERRAT


Em 15 de setembro de 1997, Paul McCartney, Elton John, Mark Knopfler, Sting e outros grandes artistas se uniram, gratuitamente, para uma apresentação no The Royal Albert Hall, em Londres. O intuito era arrecadar fundos para ajudar a Montserrat, na qual uma erupção vulcânica ameaçava extinguir a vida na Ilha. As erupções destruíram a capital da era georgiana de Monserrate, Plymouth, bem como forçaram dois terços da população a fugir. Muitos desses artistas haviam usado os Estúdios Air que se localiza na Ilha para gravar alguns de seus discos – Sir Elton John, por exemplo, gravou três discos lá – e todos mostraram uma reação tanto imediata quanto positiva quando foram convocados a se apresentar.

O show abre com nada menos que Phil Collins (ex-Genesis), cantando “Take Me Home”, com a participação do percussionista inglês Ray Cooper – famoso por está em qualquer grande evento de música; como o “Concerte For George”, o “A.R.M.S in Concert”, e tendo feito turnês com o Elton John e com o Eric Clapton – e encerra com “Kansas City” (canção de rhythm and blues composta por Jerry Leiber, Mike Stoller em 1952, e regravada pelos Beatle em 1964), cantada por Paul McCartney e todos os outros que participaram do show.

Um dos melhores momentos da apresentação vem quando Sir Elton John deixa a plateia muda e a orquestra boquiaberta ao interpretar “Your Song” só ao piano. Outro grande momento é ver a performance das três últimas músicas do “Abbey Road”, com a participação de Phil Collins na bateria, o Grande Mark Knopfler, Eric Clapton, Ray Cooper, Sir George Martin e a Orquestra. Verifique a Classificação Indicativa.

9) Legião Urbana –“Acústico MTV”


A série de concertos “Acústicos MTV” teve origem no Brasil em 1991, com a apresentação do Barão Vermelho. De lá pra cá, grandes nomes do pop rock nacional como Capital Inicial e Engenheiros do Hawaii já se apresentaram no programa. Mais foi em 1992 que se apresentou a banda de Renato. O que torna esse concerto especial é principalmente a qualidade de gravação, já que a banda mesmo lotando estádios e clubes em todo o país, nunca se deu ao luxo de gravar um vídeo decente ao vivo.

O show foi gravado na antiga boate Hippodromo, em São Paulo; e o repertório contou com as belas músicas já consagradas, como a icônica “Índios” (que nessa versão ficou mais famosa), “Pais e Filhos”, seu maior sucesso comercial, “Faroeste Caboclo”, “Há Tempos”, e a “swingada” “Eu Sei”. Bem como músicas de seu disco recém-lançado na época, como “Sereníssima”, a muito bem arranjada e complexa “Metal Contra as Nuvens” e “O Teatro dos Vampiros”. Contou também com alguns covers em inglês, como “On the Way Home” de Neil Young. A única canção do primeiro disco da banda tocada foi “Baader-Meinhof Blues”.

É um show aconchegante de se ver, com toda a plateia próxima a Renato, Bonfá e Dado – e a gravação do show faz questão de passar isso para quem não pode estar presente. Faz isso ao não editar quase nada do show: Os erros musicais que a banda cometeu; o bate-papo descontraído entre uma música e outra, as desmunhecadas de Renato, dando em cima de qualquer presente que estivesse afim de visitar sua “suíte”- está tudo lá, registrado pelas câmeras da MTV.

Mas o maior privilégio mesmo é o de poder vê-lo tocar o single “Hoje a Noite Não Tem Luar” (versão em português que deixou bonita “Hoy Me Voy Para México”, do Menudo). É um desses momentos de curtição ao vivo que ficam na memória de quem apenas esteve presente. E seria assim. Podia não ter sido visto por nós, já que o próprio Renato Russo pediu para que as câmeras fossem desligadas. Felizmente ninguém o ouviu. Era apenas o Russo e seu violão, cantando como se estivesse em casa. Ficou lindo!

8) Deep Purple – “Come Hell or High Water”


O Deep Purple é uma banda muito conhecida pelos excessos de vai e vem que prevaleceram por décadas entre os músicos na banda. Mais essa, aliás, era a idéia desde o inicio. Jon Lord chegou a mencionar em uma entrevista: “Curtis (Chris Curtis, ex-baterista dos Searchers, o projetista original do Roundabout, que mais tarde deu origem ao Deep Purple ), queria formar uma banda com um núcleo fixo, e outros membros gravitando à volta desse núcleo. Cada músico poderia entrar ou se desligar da banda assim que desejasse”. Muita gente então passou pela banda antes da gravação do primeiro disco, que foi concebido com Rod Evans nos vocais, e Nick Simper no baixo (acompanhados por aquele que considero o mais técnico guitarrista dos anos 70, Ritchie Blackmore, o tecladista Jon Lord e o batera Ian Paice, o “núcleo” do Purple).

No entanto, a formação considerada “a” clássica, ou a que teve maior sucesso comercial, foi com a dupla Ian Gillan & Roger Glover (vocal e baixo), que deu logo de cara origem a três grandes discos clássicos do rock mundial, que iam desde o ao vivo “In Rock” em 1970; passando por “Fireball” em 1971, até aquele mega-extraordinário “Machine Head”, lançado em 72, que de tanto possuir boas músicas se parece mais com uma coletânea. Um dos discos mais influentes de todos os tempos. Havia algo a mais desde o início nessa formação. Um entrosamento fora do comum nunca visto em outra banda de tal forma – tanto no jeito de compor, quanto nos concertos. Estes deram muita fama a banda, que tinham o costume de tocar por duas ou três horas ininterruptas, improvisando o tempo inteiro com duelos entre guitarra e teclado, que dariam origem a muito do conteúdo do que conhecemos por heavy metal. “No Purple as coisas não são planejadas”, contou Ian Gillan ao velho jornal inglês Melody Marker em 1971. “Se Ritchie quiser tocar um solo com 150 compassos, ele vai em frente e toca. Ninguém vai impedi-lo”, disse.

O sucesso estava lá, e não demoraria muito para os egos incharem e a banda mais entrosada do mundo se separar. De 1974 até 1975, a dança das cadeiras rolou solta, dando lugar ao entra-e-sai de músicos como David Coverdale, Glen Hughes e o já falecido Tommy Bolin. A formação clássica, com Gillan, Ritchie e Glover, só viria a se reunir em 1984, para gravar o disco “Perfect Strangers”, e duraria não muito tempo, até 1993, quando gravaram “The Battle Rages On”.

Foi na turnê deste que é o último registro oficial com o “guitar hero” Ritchie Blackmore, que foi gravado “Come Hell or High Water”. O que prevalece é a impressão que o Deep Purple é um grupo que nunca fez questão de super produção nem de coisas “espalhafatosas” pipocando no palco durante os seus shows – nem mesmo durante o auge da banda!

“Highway Star”, “Black Night”, “Perfect Strangers”, “Knocking at Your Back Door”, “Anyone’s Daughter”, “Child in Time” “Woman from Tokyo” , “Smoke on the Water” são alguns dos clássicos presentes em “Come Hell or High Water”, que ainda traz o cover de “Paint in Black”, dos Stones. Há três momentos épicos no show: um é Ritchie solando feito um monstro em “Child in Time”, outro é Jon Lord solando feito outro monstro no tributo “Bethoven”. O terceiro é Ritchie jogando um copo d’água, não se sabe se foi tentando acertar o câmera como de costume, ou a cabeleira armada do vocalista Ian Gillan, parecendo uma piaçaba. Pois é, o cara é chato mesmo.

7) Iron Maiden – “Rock in Rio 2001”


Em 2001, milhões de fãs comemoravam a volta de Bruce Dickinson ao Iron Maiden, celebrando o recém-lançado “Brave New World” (meu disco favorito dos caras, diga-se de passagem). Em 2001, após dez anos sem dar as caras, o Rock in Rio voltava à ativa, trazendo novos e velhos convidados para um publico nada menor que 250 mil pessoas. O Iron foi incluso na festa. Não podia ter dado outra.

Ver o Iron Maiden ao vivo é uma das melhores e mais grandiosas experiências que o heavy metal pode oferecer! Quando as luzes se apagam e os caras sobem ao palco, a coisa fica séria! A banda dedica-se a cada uma de suas apresentações como se fosse a última vez que estariam em cima de um palco em sua vida!

Há mais que um show acontecendo quando o Maiden invade um palco! Há toda uma teatralidade. Bruce parece possuir o espirito imortal de um moleque de 16 anos, correndo para lá e para cá, e dando seus agudos com um perfeccionismo pouco comum – Harris não fica atrás, pulando o tempo inteiro, e apontando seu baixo como se fosse uma arma. O perfeccionismo que a banda demonstra tanto na performance quanto no próprio som, é de hipnotizar até o mais severo dos críticos à banda! Me peguei por vezes tentando achar um único erro no som da banda ao vivo. Falhei em todas. Claro.

É com essa rápida descrição que termino meus comentários a cerca deste show. Poupe-se da leitura e vá re-assisti-lo!

6) The Rolling Stones – “A Bigger Bang tour Ao Vivo em Copacabana”

Os Rolling Stones são a maior “empresa” de rock do mundo. Entre 1989 e 2011, ganharam cerca de 2 bilhões de libras (12, 8 bilhões de reais) em valor bruto. Venderam mais 240 milhões de discos no mundo inteiro desde a sua formação. Sua turnê “A Bigger Bang” foi a segunda mais lucrativa da história: O público foi de mais de 4,6 milhões de fãs no mundo inteiro, chegando a arrecadar 558 milhões. Então imagina um show da maior banda de rock do mundo, gratuito, em pleno verão na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. O número não poderia ser menor que 1,5 milhão de pessoas reunidas para ver o maior espetáculo de não pagantes da história. Quem não foi só pode se arrepender.

Quem ficou encarregado de dar uma aquecida aos fãs na abertura foi o Titãs. Logo depois, era chegada a hora dos Stones subirem ao palco. E que entrada eles fizeram! O riff de “Jumpin Jack Flash” levou os fãs a seus primeiros delírios, mas nada comparado e histeria promovida por canções icônicas como “Start Me Up”, que possui um dos riffs mais legais da história da música, com um astral contagiante, “Sympathy for the Devil”, a música mais endemoniada do mundo, cantada em primeira pessoa como se Mick fosse o próprio Diabo, e o mega-hit “(I Can't Get No) Satisfaction ” com seu riff hipnótico.

Os “velhinhos” mandam melhor que muitos guris e gurias do metal moderno por aí... Mick Jagger & Keith Richards. A dupla mais imitada na história do rock. O vocalista, um excêntrico, extravagante, roubando a atenção nos palcos. O guitarrista, um drogado, rebelde; o pai dos doidões. Lembrou-se de outras duplas com esse perfil? Robert Plant & Jimmy Page, Steven Tyler & Joe Perry, Ian Gillan & Ritchie Blackmore, Axl Rose & Slash…

A curiosidade a respeito desse show é que, originalmente seria feito com Michael Jackson, mais devido a má fase do cantor, que andava longe da música, foi cancelado.

5) Pink Floyd – “PULSE”


“Sigma 6” era o nome da banda formada por Roger Waters, Rich Wright e Nick Mason, quando ainda estudavam arquitetura na Universidade de Cambridge, Inglaterra. Como eram jovens e inquietos, mudaram de estilo e de nome várias vezes; de “Sigma 6” para “The Screaming Abdabs”, depois “T-Sets”, The Meggadeaths” (lembrou de alguma banda de nome parecido?) e “The Architectural Abdabs”. A inquietude só parou quando Syd Barret passou a assumir o controle da banda. Foi ele quem deu o nome pelo qual o grupo ficaria conhecido mundialmente: “Pink Floyd” (o título seria uma junção dos nomes de dois guitarrista de blues: Pink Anderson e Floyd Council, mas não há um consenso sobre a origem do nome) .

Syd Barret logo se tornaria uma figura mitológica dentro da história do Pink Floyd. Guitarrista engenhoso criou uma forma estranha e única de fazer música, conciliando o som da banda com a pintura e a poesia. Foi ideia dele também, a concepção visual dos shows do Pink Floyd – que incluíam projeção de slides com figuras psicodélicas, e a iluminação colorida. Sua intenção era causar nas pessoas a impressão semelhante de uma viagem com ácidos. Pouco mais tarde, Syd estaria sendo afastado da banda pelo excesso de drogas, destacando-se o LSD. O cara pirou.

David Gilmour, professor de guitarra do próprio Syd, foi indicado para substituí-lo. Gilmour não só trouxe mais lucidez à banda, mas tinha uma maneira particular de criar melodias, nunca vista de tal forma em nenhum outro artista! A parceria Gilmour/Waters deu certo e a banda decolou para o sucesso pessoal em discos memoráveis como “Ummagumma”, “Atom Heart Mother”, e depois para o coletivo, em discos como o “The Wall”, e o monstruoso “The Dark Side of the Moon”- sempre elevando e aprimorando o conceito de apresentação criado por Syd. Mas devido a problemas pessoais de Roger, afundado em angústia, revolta e amargura pela morte de seu Pai na Segunda Guerra Mundial, e a confrontos com David Gilmour, acabou deixando a banda. Após a saída de Roger, o Foyd passou por uma crise de criatividade, mas ainda conseguiu lançar dois discos relevantes.

Foi aí que o conceito de apresentação de Syd foi elevado ao máximo em grandes espetáculos que renderam dois discos monstruosos ao vivo, tanto na turnê do “A Momentary Lapse of Reason” quanto na do “The Division Bell” (um dos discos mais legais de sempre). O PULSE, lançado em 1995, traz a performance de dois shows gravados durante essa última turnê. O primeiro disco mistura alguns dos momentos da fase clássica da banda, com outras sete canções recentes. O segundo traz uma performance ao vivo completa do “The Dark Side of The Moon”, além de algumas canções do “The Wall”. Veja a performance de “Learning to Fly” ou de “Comfortably Numb”, pra se ter uma ideia.

4) AC/DC – Qualquer Show...


“Quando uma família se une em torno do rock´n roll, só podemos esperar boas coisas. Como o que os irmãos Young fazem” dizia uma edição da falida Revista Metalhead.

“O AC/DC é o maior produto de exportação da Austrália, e se tornou uma lenda dentro do heavy metal. Seus discos venderam milhões, e grande parte de suas músicas se tornaram clássicos”. Os acordes energéticos de Angus e Malcolm, garantem o melhor show hard/heavy do planeta. O AC/DC é a única banda (ao lado do Motorhead) que pode gravar o mesmo disco zilhões de vezes, todo o resto tem que se renovar! Angus é o maior ícone do rock mundial, e representa muito de como os outros nos veem, - a guitarra, os cabelos longos, toda aquela loucura! Assistir um show (qualquer show) do AC/DC é pegar emprestado um pouco da infinita energia do Angus. O cara simplesmente contagia TUDO – ressuscitaria até um defunto!

Assista a qualquer show da banda – (o “RIVER PLATE”,“NO BULL”, o “STIFF UPER LIPP LIVE”, o “LIVE AT DONINGTON PARK”)...

3) Led Zeppelin – “Celebration Day”, 2007

Em 2007, quando Jimmy Page & Cia. comunicaram que o LED ZEPPELIN estaria de volta por uma única noite na O2 Arena em Londres, 20 milhões de pessoas histéricas já disputavam os pouco mais de 18 mil ingressos que iriam ser sorteados. O site do sorteio (pra ver quem podia comprar o ingresso) recebia cerca de 80 mil inscrições por minuto. A página oficial da O2 Arena, onde aconteceu o show, também sofreu com a procura de informações e ficou fora do ar. Enfim: pros 18 mil sortudos; ficou aquela sensação de conseguir o improvável (este foi o primeiro encontro do grupo em 19 anos) e pros outros 19.982.000, a espera de um lançamento em DVD. Até que finalmente, em 2012 o concerto foi lançado.

Mal pude esperar pra assistir e ver o LED ZEPPELIN mostrando mais uma vez ao mundo por que foi a maior banda de rock dos anos 70, e como se faz rock and roll em tempos remotos para o estilo.

O show abriu com nada mais nada menos que "Good Times Bad Times", uma das primeiras pesadonas da história do rock, (o termo “heavy metal” mal existia a essa época para definir esse tipo de som) e em seguida a bem elaborada "Ramble On". Depois, o grande clássico de riff macabro"Black Dog", que estava com uma pegada pra lá de metal clássico e garantiu uma das melhores performances da noite. Depois da emblemática versão de "In My Time of Dying", veio a carismática "For your life", com arranjos bem modernos. Em seguida: "Trampled Under Foot", com sua levada hard/funk, e "Nobody´S Fault But Mine" com Plant mandando com o belíisimo solo de gaita. "No Quarter" é uma das minhas músicas favoritas, e logo que chega, cria um clima psicodélico no palco e no público. Perfeita.

Depois veio toda aquela sequência de clássicos emblemáticos. Falar do resto é ficar repetindo desnecessariamente os elogios merecidos pela banda.

Perfeito!!!

2) Michael Jackson – “Live at Bucharest”, 1992


Michael Jackson foi o maior nome da música mundial por duas décadas (80-90), e continua sendo lembrado como um dos maiores artistas de todos os tempos! No Olimpo da música, em termos de números, somente os Beatles e o Rei Elvis encostam-se a seu legado! E que legado!

No meio dos anos 80, a indústria fonográfica estava divida em duas: Os brancos de classe média ouviam rock, e os negros ouviam black music e suas ramificações (soul, R&B, disco...). Com o lançamento de álbuns como “Off The Wall” e “Thriller” ele borrou essa linha. Especialmente com "Beat it”; parceria dele com o virtuoso (e arrogante) guitarrista Eddie Van Halen, ele fez com que as rádios dos brancos de classe média (que só tocavam rock) tocassem a música de um negro, e as rádios direcionadas ao publico negro tocassem rock, misturando e unindo de forma jamais vista estes dois universos. E não parou aí! Até mesmo as origens de um fenômeno social notável entre os jovens brancos americanos, que querem falar, dançar e agir como negros podem ser traçados diretamente à sua influência. Michael transcendeu o legado da música, e quebrou preconceitos dando fim de certa forma, a um massacre cultural que durou por décadas na maior nação do mundo! Quer uma herança melhor do que essa?

Como artista, desde pequeno, Michael foi surpreendente em TUDO! Cantava e dançava com apenas cinco anos, e quando “cresceu”, formou-se um compositor, multi-instrumentista, ator, empresário, estilista, poeta e produtor – muito eficiente em várias dessas áreas! Quatro de seus discos estão entre os mais vendidos do mundo! Em suas músicas você facilmente pode encontrar R&B, rock, jazz, soul e uma boa batida pop pra entrar na cabeça! Sua eficiência em estúdio se extendia também nas apresentações ao vivo – em suas turnês, Michael Jackson trazia um dos maiores espetáculos de entretenimento do mundo! Os palcos, a produção, as performances, as coreografias e as músicas, tudo conduzido de forma ímpar. Este concerto é a prova cabal! Naquela que foi a última turnê cantada sem os playbacks, com Michael dedicando toda sua energia ao publico e recebendo-a de volta em forma de histeria – tente contar quantas pessoas desmaiam só no inicio desta apresentação! O mais interessante dessa turnê, é que Michael não pegou um tostão se quer! SIM, o maior artista trabalhou duro por dois anos, rodando o mundo, cantando e dançando de graça – para doar cerca 220 milhões de dólares à caridade! É mole ou quer mais?

1) Metallica – Orgulho, Paixão & Glória: Três Noites na Cidade do México


Lars Ulrich era um playboyzinho mimado, filho único, daqueles que sempre tiveram tudo desde pequeno. Nascido numa mansão do tamanho de um castelo, Lars, desde pequeno foi exposto à arte e à música pelos amigos famosos de seus pais, que sempre estavam em sua casa ouvindo discos de jazz, Hendrix, Stones, The Doors, Janis Joplin e até música indiana. Sua vida mudaria após a compra de seu primeiro disco, “Made in Japan”, do Deep Purple, (o seu álbum predileto até hoje) e partir daí, se dedicaria ao sonho de ter uma grande uma banda.

James Hetfield, por outro lado, era um jovem americano vindo de uma família de classe operária. Abandonado pelo pai ainda novo e lhe dando com a morte repentina da mãe. Sem a base familiar necessária, a música se tornara para James um consolo, depois uma defesa e, por fim, uma inspiração. Adorava Kiss, Aerosmith, Ted Nugent e Alice Cooper — hard rock 100% norte-americano, e os discos do Black Sabbath. O primeiro show que viu foi nada menos que o do AC/DC, em 1978, abrindo para o Aerosmith.

Em 1981, Lars colocou um anúncio num jornal de Los Angeles—The Recycler—que dizia "Baterista à procura de outros músicos de metal para jam com Tygers of Pan Tang, Diamond Head e Iron Maiden". James respondeu e assim estaria formado o núcleo daquela que, futuramente se tornaria a maior banda de metal do planeta. Lars sempre foi um administrador engenhoso, conseguindo ver do ponto de vista comercial, além dos outros membros. Foi ele que, por exemplo, viu em “Enter Sandman” o potencial para um single de sucesso, quando todos queriam apostar em “Holier Than Thou”. Já James tem uma visão mais musical. Uma máquina de riffs! Diz-se que quando James afina seu instrumento, logo de cara, dez ou doze riffs são criados – ao ponto da banda decidir gravar tudo o que sai da afinação de sua guitarra. Não demoraria muito pra se perceber o talento e o legado da banda.

Influência é quando se traz algo totalmente novo à tona, quando qualquer um que venha depois tenha que voltar a fórmula original. Isso foi o que o Metallica fez pelo Thrash. Qualquer um que queira se iniciar no estilo vai estar, direta ou indiretamente, voltando ao Kill 'Em All. E ainda além... O Metallica reescreveu mais duas vezes a história do gênero: Uma com o "disco mais influente e complexo", que segundo o baixista David Ellefson é o "...And Justice For All", e na outra ditaram as regras de variedade e liberdade musical, com o "Black Album", (que, mesmo que não goste continua sendo o mais vendido disco do metal mundial). Pode reclamar mais depois do "pretinho" nenhum disco de Thrash (ou heavy) teve aquelas produções asquerosas de sempre. E ainda têm o "Master of Puppets", que constantemente é citado como um dos melhores discos da história do metal!

De maneira mais ampla, eles mostraram que era possível sair do "gueto" do metal e fazer outros tipos de música. Qualquer banda desde então, bebe um pouco da fonte generalizada que Metallica deixou.

Escolhi a este show, pois representa a ascensão da banda, passando por cima das criticas e da má fase (leia-se “St. Anger”), rodando o mundo e quebrando recordes de audiência, capultados no sucesso do “Death Magnetic”, em apresentações espetaculares. Sabe-se lá quando e se esses senhores vão conseguir esta façanha de novo...

Os responsáveis são citados no texto. Não culpe os editores. :-)

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Post de 09 de dezembro de 2014


Sobre Denner Maxwell

Amante de rock em geral: Curto de Beatles a Carcass, passando pela filosofia do poeta Jim Morrison, viajando ao som do peso da mão direita do mestre Jimmy Page, arrepiando o último fio de cabelo às batidas dos senhores Ramones, entrando em êxtase com o Pink Floyd, andando pela chuvosa seattle, espantando as bruxas no movimento nórdico, batendo a cabeça na bay area ao som do Kill 'Em All, anarquizando a "Rainha" na Inglaterra e finalmente vivendo num clima de Paz e Amor Hippie.

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